Caio Prado evoca raízes da árvore negra em ‘Baobá’, segundo single do álbum ‘Griô’


♪ Caio Prado volta ao mercado fonográfico duas semanas após apresentar um dos mais contundentes singles de 2020, Não sou teu negro, primeira amostra do terceiro álbum do artista carioca, Griô, previsto para 2021.
Baobá, segundo single do álbum gravado no estúdio carioca Toca do Bandido com produção musical de Felipe Rodarte, chega às plataformas na sexta-feira, 4 de dezembro, desencavando raízes ancestrais da árvore negra que sustenta o solo do Brasil há séculos.
Capa do single ‘Baobá’, de Caio Prado
Felipe Alberto
“Eu sou a folha que desprendeu da Baobá / Cruzando o oceano, sou sopro do cachimbo da vovó / … / Eu olho pra traz e reconheço o futuro / Fincado no agora, resplandece o amanhã / Sou forte ainda como a folha, Baobá / Quem venta e guia, nunca erra a direção / Sou uma árvore inteira de olho atento e pé no chão”, se perfila Caio, garboso, na letra da música inédita apresentada neste single que cruza as transversais do tempo, remetendo a sons matriciais do passado na percussão de Boka Reis, mas apontando para o futuro já presente no toque da guitarra de Elísio Freitas e da pulsação do baixo synth de Marcelo Delamare.
Se Caio Prado compôs Não sou teu negro sozinho, sem parceiros, Baobá também traz a assinatura da cantora e compositora Verônica Bonfim.
O single Baobá chega ao mundo simultaneamente com o clipe filmado sob direção de André Hawk. No vídeo, como mostra a foto ao alto de Felipe Alberto e como reforça a imagem do cantor na capa do single, Caio Prado evoca a figura de negro ancestral, um preto velho, firme como a Baobá, árvore símbolo da longevidade e, por extensão, da força (que nunca seca) do povo negro.
Caio Prado assina com Verônica Bonfim a música inédita ‘Baobá’
Felipe Alberto / Divulgação