Bradesco piora cenário do PIB e prevê crescimento de apenas 1,1% em 2019


Antes, banco previa alta de 1,9%. Se projeção se concretizar, o Brasil vai repetir neste ano o mesmo desempenho econômico de 2017 e 2018. O Bradesco reduziu nesta sexta-feira (10) a previsão de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O banco estima que a economia brasileira deve avançar apenas 1,1% em 2019. A projeção anterior era de alta de 1,9%.
Se a previsão do Bradesco se concretizar, o Brasil vai repetir neste ano o mesmo desempenho econômico de 2017 e 2018, quando o PIB do país também avançou 1,1%.
“Reconhecemos que o ritmo de crescimento no começo de ano ficou aquém do esperado e revisamos a expectativa de alta do PIB de 2019, de 1,9% para 1,1%”, informou o banco em relatório assinado pelo economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa.
Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco
Marcelo Brandt/G1
No primeiro trimestre, o banco avalia que a economia encolheu 0,2% em relação aos últimos três meses do ano passado. “A produção industrial de março confirmou que o setor não apresenta sinais de retomada, com praticamente todas as aberturas registrando queda desde meados do ano passado”, disse o banco.
Os números da economia no início deste ano têm levando bancos e consultorias a revisar a previsão para o PIB. No último relatório Focus, os analistas consultados pelo Banco Central passaram a estimar crescimento abaixo da marca de 1,5% para este ano.
Juros em queda
Com a fraqueza da economia, o Bradesco também reduziu a sua previsão para a taxa básica de juros. O banco estima que a Selic deve encerrar o ano a 5,75% – abaixo dos 6,5% previstos anteriormente.
Neste semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa de juros em 6,5%, mas passou a reconhecer que o desempenho da economia está aquém do esperado.
Economistas veem neutralidade no comunicado do Copom
“Não há impulso externo capaz de acelerar o crescimento, especialmente em uma economia fechada como a brasileira, apesar da depreciação do câmbio real desde 2018”, disse o Bradesco.
Reforma
No relatório, o Bradesco também destacou que a reforma da Previdência caminha para ser aprovada no segundo semestre deste ano, o que deve levar o câmbio para o patamar de R$ 3,80.
Para a inflação, o banco avalia que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai encerrar o ano em 4%, recuando levemente para 3,9% no ano que vem.