Bolsonaro não vê ‘derrota’ com mudança do Coaf, diz porta-voz: ‘Decisão soberana do Congresso’


Segundo Otávio Rêgo Barros, apesar de aceitar decisão de comissão, o governo ‘não cruza os braços quando se trata de lutar por aquilo que acredita’ e tentará reverter mudança. O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros
José Dias/Presidência da República
O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta quinta-feira (9) que o governo não vê como “derrota” a decisão da comissão mista do Congresso de retirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da alçada do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.
Segundo o porta-voz, o presidente Jair Bolsonaro entende que se trata de uma decisão “soberana” do parlamento e, portanto, aceita o que foi decidido.
Saiba o que é e como funciona o Coaf
Nesta quinta, a comissão mista decidiu retirar o órgão do MJ e aprovou a transferência para o Ministério da Economia. A decisão significa uma derrota para o Palácio do Planalto e, especialmente, para o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, que defende a manutenção do conselho sob a sua alçada.
“Eu gostaria de explicar o posicionamento do nosso presidente, não entendendo tratar-se de derrota de qualquer que seja o ministro ou do próprio presidente. É uma decisão soberana daquela Casa e o presidente, democrático que é, aceita in totum [por completo]”, afirmou o porta-voz de Bolsonaro.
O porta-voz, porém, afirmou que o governo “não cruza os braços quando se trata de lutar por aquilo que acredita”.
Por isso, afirmou, o presidente e os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Santos Cruz (Secretaria de Governo), responsáveis pela articulação com o Congresso, estão analisando o cenário para tentar reverter a decisão dos parlamentares ou “adequar-se à posição natural e soberana do Congresso”.
Pouco antes da declaração de Rêgo Barros, o ministro Sérgio Moro classificou como “não muito favorável” a decisão da comissão. Para ele, porém, a mudança não afetará a atuação do Coaf.
Posição dos membros da comissão
Juliane Souza/G1