BNegão aborda Moleque de Rua e Ratos de Porão no primeiro álbum solo


♪ Em novembro de 2019, ao lançar o single Injustiça, BNegão anunciou o início de carreira solo após três álbuns gravados e assinados com a banda Seletores de Frequência na fase pós-Planet Hemp. Embora a pandemia tenha atrasado os planos fonográficos, o cantor e compositor carioca se prepara para pôr no mercado, enfim, o primeiro álbum solo.
No disco, previsto para o segundo semestre de 2021, BNegão aborda músicas de Moleque de Rua – grupo paulistano surgido no início dos anos 1990 – e de Ratos de Porão, banda paulistana de punk hardcore.
Enquanto finaliza o primeiro álbum solo, o artista vem lançando singles em que recicla gravações próprias e alheias. Em 12 março, BNegão lançou Salve 2 (Ribuliço riddim), faixa feita em colaboração com Omulu. Na sexta-feira, 16 de abril, o artista apresentou o segundo single de série de cinco, Sorriso aberto (Curimba riddim).
A rigor, Sorriso aberto (Curimba riddim) é a revitalização – com nova gravação da voz de BNegão – de fonograma editado há 15 anos no disco Brasil riddims (2006), projeto fonográfico pioneiro no país por ser dedicado à cultura do riddim, termo que, no dicionário musical jamaicano, se refere à base instrumental que sustenta dancehall e ragga, entre outros gêneros musicais da terra natal do reggae.
Na faixa feita com o sound system carioca Digitaldubs, BNegão canta o samba Sorriso aberto – composto por Guaraci Sant’anna, o Guará, e lançado em 1988 na voz de Jovelina Pérola Negra (1944 – 1998) como música-título do terceiro álbum solo da cantora carioca – sobre base que aglutina células rítmicas de dancehall / ragga, afrobeat, curimba e samba de terreiro.