Björn Ulvaeus, do ABBA, prevê espetáculos menos extravagantes no mundo pós-Covid


Artista e empresário sueco fala de adaptação das produções para que seja viável um show com público reduzido. Björn Ulvaeus em foto de maio de 2018
Ilze Filks/Reuters
Produções musicais extravagantes como “Mamma Mia!” terão de ser reduzidas quando forem retomadas após o fim do isolamento do coronavírus, diz o astro do ABBA e empresário pop sueco Björn Ulvaeus.
O artista de 75 anos, que co-escreveu sucessos como “Waterloo” e “Dancing Queen” para o ABBA com o colega Benny Andersson e o empresário da banda Stig Anderson, passou muito tempo assistindo a filmes e lendo livros durante a pandemia, que fechou teatros e cinemas em todo o mundo. Ele também encontrou um novo amor na canoagem.
Mas Ulvaeus também está trabalhando em maneiras de melhorar o distanciamento social nos teatros para que os espetáculos “Mamma Mia!” e “Mamma Mia! The Party” possam ser apresentados novamente em breve.
“Mantivemos a equipe do elenco e todos estão de licença”, disse ele à Reuters em uma entrevista por Zoom de seu retiro em uma ilha no Báltico, próximo a Estocolmo.
“E esperamos talvez estrear em janeiro, fevereiro, se tivermos sorte. Enquanto isso, estamos tentando criar um ambiente de distanciamento social nesses lugares.”
O isolamento tem sido um momento difícil para músicos e artistas em todo o mundo, e Ulvaeus disse que as produções parecerão diferentes quando as salas finalmente reabrirem.
“As grandes, grandes e luxuosas produções musicais são tão caras para operar, tão caras para criar e produzir que você precisa de pelo menos 80, 85% da capacidade”, afirmou ele. “Então, se você está com, digamos, 60% ou 50%, isso significa que as produções têm que ser menores.”
Coronavírus: veja lista de shows, festivais e estreias de filmes cancelados por causa da pandemia
Projeto misterioso leva Abba, sucesso dos anos 1970, de volta aos palcos