Atento diz que sistemas foram retomados após ciberataque


Empresa de call center identificou ameaça no domingo (17) e disse ter interrompido serviços para “prevenir qualquer risco aos seus clientes”. Serviços estão sendo retomados. Atento disse que interrompeu serviços para proteger dados
Simon Stratford/Freeimages
A empresa de call center Atento afirmou nesta quinta-feira (21) que a operação de seu data center foi restabelecida e que os serviços estão sendo retomados após o ciberataque identificado no domingo (17). Segundo a companhia, o sistema foi interrompido para proteger dados.
“A empresa reforça que a ameaça foi contida rapidamente e nas primeiras 24h foi possível iniciar o fornecimento de serviço com limitações para alguns clientes. Neste momento, as operações do data center já foram retomadas e a companhia começará a retomar progressivamente mais serviços”, diz Atento em nota.
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Ainda de acordo com a empresa, a prioridade no primeiro momento foi “garantir a proteção e a integridade dos dados e sistemas de seus clientes”.
“Com o objetivo de prevenir qualquer risco aos seus clientes, foi realizado proativamente o isolamento dos sistemas impactados na Atento e também foram suspensas as conexões com os clientes no Brasil. Este foi o motivo que causou a interrupção do serviço”.
A Atento afirmou ainda que as investigações sobre o ciberataque estão em andamento e que trabalha com “consultores e as autoridades competentes para avaliar o impacto do incidente nos negócios e tomar as medidas cabíveis”.
Outros ataques cibernéticos
A Atento se juntou a outras empresas que sofreram ataques cibernéticos nas últimas semanas. Entre elas, estão a Porto Seguro e a CVC, que foram alvos de ameaças em outubro.
A Atento não revelou o tipo de ataque que afetou seus sistemas. Um tipo de ataque que tem afetado muitas empresas é o ransomware, em que arquivos maliciosos se infiltram nos sistemas, criptografam servidores e pedem um resgate para liberar o acesso.
Entre as empresas que foram afetadas por ransomware, está a JBS, que informou ter pago US$ 11 milhões para liberar seus sistemas. Segundo o jornal Valor Econômico, o vírus de resgate também atingiu companhias como Natura & Co, Braskem, Cosan, Embraer, Prudential, Westwing, Grupo Fleury e Lojas Renner.
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