Árvores são mapeadas em Mazagão para que região entre no mercado de créditos de carbono


Trabalho é realizado na região metropolitana de Macapá com o apoio de estudantes e pesquisadores da Universidade do Estado do Amapá (Ueap). Vista aérea do município de Mazagão, região metropolitana de Macapá
Danilo Borralho/Rede Amazônica
Com o avanço acelerado do aquecimento global, o plantio de árvores tem se tornado uma atitude importante para a preservação do meio ambiente, que pode ser utilizado para compensar a emissão de gases causadores do efeito estufa.
No município de Mazagão, Região Metropolitana de Macapá, uma pesquisa é feita para mapear árvores urbanas e a depender das suas condições, poderá ser aberto o crédito de carbono na localidade.
Pesquisa faz levantamento de árvores no AP para negociar créditos com empresas poluidoras
O crédito funciona com uma ‘moeda de troca’, ou seja, é uma forma encontrada para fazer com que empresas que emitem gases acima do esperado e poluem a atmosfera, possam comprar o crédito de outras entidades que poluíram menos do que o permitido e, assim, compensar o limite ultrapassado. O recebedor desse dinheiro, em tese, o investe em fontes de energia renováveis e deixa de desmatar.
A Universidade do Estado do Amapá (Ueap) com apoio de um startup e da Secretaria de Meio Ambiente de Mazagão, iniciou o georreferenciamento das árvores em uma praça do município com o objetivo de gerar esse crédito a partir da atmosfera da região amazônica.
Alunos e pesquisadores da Ueap fazem o mapeamento da árvores da região
Danilo Borralho/Rede Amazônica
O trabalho consiste em estudar as condições das árvores, ou seja, verificar se correm risco de queda, se precisam ser retiradas ou até mesmo se devem ser podadas em função de ataques de parasitas.
Durante a catalogação é feito ainda o levantamento de dados como: índice de cobertura arbórea, tamanho da copa, qualidade das árvores, entre outros.
Além de conhecer as condições das árvores para dar início ao crédito de carbono na região, os pesquisadores enfatizam os cuidados com a paisagem e a segurança na região.
“A gente consegue observar que é importante ter esse conhecimento dos dados das árvores, porque às vezes ela pode cair, derrubar fiações, entre outras coisas para a população”, explicou Vitória Paraense, estudante de engenharia florestal.
Vitória Paraense, estudante e pesquisadora da Ueap
Danilo Borralho/Rede Amazônica
O grupo percorre ruas onde detalhes das árvores são anotados, além da utilização de um drone que ajuda na análise dos locais mais arborizados.
A depender da quantidade de vegetação no local, as equipes de campo conseguem identificar as áreas que precisam receber o plantio das mais variadas espécies.
“Temos aqui muito buriti e ipê, que são espécies que apresentam uma copa bem mais desenvolvida, que projeta mais sombra e deixa o ambiente mais climatizado. Elas são as mais recomendadas, além do sombreiro, que também é recomendado para essa atividade específica de arborização e paisagismo”, detalha Robson Borges, doutor em ciências florestais.
Robson Borges, doutor em ciências florestais
Danilo Borralho/Rede Amazônica
De acordo com os pesquisadores, o levantamento é feito na área urbana de Mazagão e não inclui árvores de terrenos privados, já que o foco é saber quantas e a condição das árvores que são de responsabilidade da gestão municipal.
Segundo o secretário de meio ambiente de Mazagão, Lindomar Silveira, a prática acarreta vários benefícios para a localidade e seus habitantes.
“É importante para os munícipes saberem a importância de se plantar uma árvore, urbanizar o município. É muito importante para que a comunidade possa ter uma vida saudável”, concluiu.
Estudos acontecem inicialmente na praça de Mazagão
Danilo Borralho/rede Amazônica
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