Arranha-céu abre observatório sensorial a 300 metros de altura em Nova York; veja FOTOS


Atração promete experiência ‘eufórica e multissensorial’ com pisos e paredes espelhados que dão a sensação de que se está pisando no ar. Pôr-do-sol no observatório do edifício One Vanderbilt em Manhattan, na cidade de Nova York
REUTERS/Eduardo Munoz
Levitar a 300 metros de altura. Esta é a experiência que propõe o observatório do quarto edifício mais alto de Nova York, o One Vanderbilt.
A partir desta quinta-feira (21), o local abrirá um espaço inquietante de espelhos e vistas espetaculares de Manhattan e seus arredores, com a sensação de que se está pisando no ar.
O espaço tem piso de espelhos que projeta a imagem do público ao infinito no teto e nas paredes dos 91º, 92º e 93º andares, 324 metros acima da Avenida Madison.
A experiência, que o criador, Kenzo Digital, denominou “Ar”, começa no elevador, que atinge mais de 300 metros em apenas 42 segundos.
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Depois, ao entrar nesse mundo distorcido e inquietante, você perde o senso de espaço e parece flutuar em um lugar onde a única coisa sólida e estável parece ser o que está do outro lado das janelas do edifício: a heterogênea Manhattan cercada por seus rios e os bairros vizinhos que se perdem no horizonte.
Mulher se deita nos andares espelhados do edifício One Vanderbilt em Manhattan, na cidade de Nova York
REUTERS/Eduardo Munoz
Trata-se de uma experiência “eufórica e multissensorial” que desafia “a percepção do espaço e mergulha o visitante em uma fábrica de silhuetas e arranha-céus”, afirmou o artista responsável pelo projeto, que também é conhecido por sua colaboração com a cantora Beyoncé.
Do observatório do One Vanderbilt, situado na rua 42, é possível observar os detalhes em “art déco” dos famosos vizinhos Empire State e Chrysler e, em dias mais claros, uma vista que se estende por até 100 quilômetros de distância.
Desenhado pelo escritório de arquitetura Kohn Pedersen Fox, o edifício, situado ao lado da Estação Gran Central, é parte de um plano de renovação do centro de Manhattan.
Com 397 metros de altura até o terraço e 427 metros até o topo de sua agulha, é o quarto mais alto da cidade, depois do One World Trade Center, da Central Park Tower, e do 111 West 57th Street.
Mulher olha pelo observatório do edifício One Vanderbilt em Manhattan, na cidade de Nova York
REUTERS/Eduardo Munoz
“É o meu favorito”, disse a influenciadora digital Rashi, uma das visitantes entusiasmadas durante uma apresentação para a imprensa na noite de segunda-feira (18), à qual compareceu com vestido de gala para fazer o máximo de fotos possíveis para publicar em seu perfil no Instagram.
“É a melhor forma de contemplar a beleza de Nova York”, que se soma à “experiencia única” vivida a esta altura pelo efeito dos espelhos. “Tudo em um”, afirmou a ‘influencer’ à AFP.
Nick Barat, outro visitante, recorreu à filosofia para descrever sua experiência: “Esse lugar lhe faz pensar na relação que você tem com a cidade e consigo mesmo.”
Prévia da plataforma de observação no edifício One Vanderbilt em Manhattan, na cidade de Nova York
REUTERS/Eduardo Munoz
“Acho que nunca consideraria isso como um observatório: é uma experiência e ver a cidade daqui não tem nada a ver com outras formas de estar a uma altura como esta”, acrescentou.
A abertura do observatório ganha um significado especial após a pandemia de coronavírus, que atingiu com força a ‘Big Apple’, um dos lugares mais visitados por turistas de todo o mundo.
“Poder experimentar isso juntos, trazer de volta as pessoas, juntas novamente, é como um microcosmo da cidade como um todo. Não pertence a ninguém, é algo que todos nós podemos compartilhar”, concluiu Barat.
Veja mais fotos do observatório:
Mulheres olham pela plataforma de observação no edifício One Vanderbilt em Manhattan, na cidade de Nova York
REUTERS/Eduardo Munoz
Plataforma de observação no edifício One Vanderbilt em Manhattan, na cidade de Nova York
REUTERS/Eduardo Munoz
Piso de espelhos projeta a imagem do público ao infinito no teto e nas paredes do One Vanderbilt
REUTERS/Eduardo Munoz
Plataforma de observação no edifício One Vanderbilt em Manhattan, na cidade de Nova York
REUTERS/Eduardo Munoz
Plataforma de observação no edifício One Vanderbilt em Manhattan, na cidade de Nova York
REUTERS/Eduardo Munoz