Arqueólogos encontram ossadas de um homem, um cavalo e um cachorro em navio funerário viking


Embarcações foram descobertas no ano passado na Suécia, mas escavações começaram apenas em junho deste ano. Crânio e ossada de um homem foram descobertas dentro do barco funerário.
Divulgação/Arkeologerna
Pesquisadores do Museu Histórico-nacional sueco anunciaram na última quinta-feira (4) terem encontrado ossadas de um homem, um cavalo e um cachorro em um dos dois navios funerários vikings descobertos em outubro de 2018 no sítio arqueológico de Gamla Uppsala (Velha Upsália), na Suécia.
O sítio está localizado a aproximadamente 70km de Estocolmo e as embarcações estavam enterradas em um porão e poço construídos durante a Idade Média. As construções danificaram um dos barcos, mas também protegeram o que mantinha as ossadas e que foi encontrado intacto.
“Essa é uma escavação única, o último barco que desenterramos nesta área foi há 50 anos”, celebrou Anton Seiler, arqueólogo do Museu Histórico-nacional sueco.
O enterro de navios era uma prática comum na Suécia na Era de Vendel (550–800 d.C) e na Era Viking (800-1050 d.C) e os mortos eram sepultados com joias preciosas ou armamentos. Apenas indivíduos de alto status social recebiam esta honraria, os demais eram destinados a rituais de cremação.
A descoberta se soma aos dez navios-funerários documentados no país. A região central da Suécia concentra o maior número de sítios arqueológicos deste tipo.
Em um dos dois barcos encontrados na Suécia foram desenterradas ossadas de um homem, cavalo e cão.
Divulgação/Arkeologerna
Vestígios vikings
A embarcação que permaneceu intacta durante os séculos preservou as ossadas mas também itens como uma espada, lança, escuto e um pente. Madeira e pregos de ferro usados na construção dos navios também foram encontradas.
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A equipe responsável pela descoberta considerou que o estado de preservação do navio representa uma oportunidade “particularmente interessante” para o estudo das antigas tradições funerárias a partir de métodos modernos de análise e documentação.
Um dos barcos funerários da era viking (entre 800 e 1050 a.C.) estava intacto
Divulgação/Arkeologerna
”Estamos muito animados porque a descoberta de navios-funerários são muito raras. Nós vamos poder usar métodos modernos que vão gerar novos resultados, hipóteses e respostas. Também vamos reforçar a região de Upsália como referência para este tipo de escavação”, diz Seiler.
Os objetos descobertos serão expostos nos museus de Upsália e no Museu de História Nacional de Estocolmo.