Após ser cancelado, Salão de Genebra terá ‘dia de imprensa virtual’


Dezenas de fabricantes optaram por realizar apresentações via internet para mostrar suas novidades. Um dos eventos mais importantes do setor em 2020 foi cancelado por receio de propagação do coronavírus. Estandes do Salão de Genebra 2020 estavam em processo de montagem
Salvatore di Nolfi/Keystone via AP
Após o anúncio do cancelamento do Salão de Genebra, menos de uma semana antes de abrir as portas, as fabricantes e a organização de um dos principais eventos do setor em 2020 encontraram uma forma criativa de apresentar as novidades para a imprensa e o público.
O receio da propagação do coronavírus fez o governo da Suíça proibir qualquer evento que reunisse mais de 1.000 pessoas – muito menos do que as 600 mil pessoas previstas pela organização.
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Com isso, as apresentações de 15 minutos no centro de exposições de Genebra darão lugar a transmissões via internet, ao vivo, no que a organização está chamando de “dia de imprensa virtual”.
Até mesmo a premiação de carro do ano, vencida pela nova geração do Peugeot 208, foi transmitida via internet, diretamente o Palexpo, o pavilhão onde o salão seria realizado. Algumas marcas até podem aproveitar a estrutura ali montada, enquanto outras mostrarão suas novidades diretamente em suas sedes.
Ao menos 22 empresas já confirmaram suas apresentações – entre elas marcas tradicionais, como Volkswagen, Mercedes-Benz, Porsche, BMW e Audi. Outras, como a Renault, preferiram antecipar as novidades em comunicados divulgados para a imprensa nesta segunda-feira (2).
Gigantes, como Fiat, Hyundai e Toyota, porém, ainda não falaram sobre a estratégia de lançamento de seus novos produtos – a primeira, por exemplo, terá um novo 500 totalmente elétrico.
Genebra é exceção à regra
Salão de Genebra é conhecido como o evento dos supercarros
Fabrice Coffrini/AFP
Mesmo com o cancelamento, o Salão de Genebra é uma exceção entre os eventos do tipo, que têm sofrido com a debandada das fabricantes e a queda no número de visitantes.
Ainda que marcas como Nissan, Ford, Volvo e Jaguar Land Rover tivessem ficado de fora, as ausências são bem mais discretas do que a de salões como Frankfurt, Paris ou São Paulo.
O evento suíço ainda tem o “trunfo” de estar em território neutro. Com isso, é mais natural que marcas alemãs, francês e italianas, por exemplo, tenham uma divisão mais proporcional nas atenções.
Em Frankfurt, por exemplo, marcas francesas ou italianas têm ficado de fora. O mesmo vale para as alemãs no Salão de Paris.