Após recorde de desmatamento, Mourão admite falta de integração entre militares e agências ambientais

Dados divulgados pelo governo apontaram que desmatamento na Amazônia cresceu 22% entre 2020 e 2021. O vice-presidente, Hamilton Mourão, disse nesta terça-feira (23) que faltou integração entre militares e agências ambientais durante o emprego da operação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para coibir desmatamento ilegal na Amazônia.
O presidente Jair Bolsonaro empregou nos últimos anos militares das Forças Armadas para evitar o aumento de crimes ambientais na Amazônia por meio de três GLOs.
Mourão deu a declaração após a 7ª Reunião do Conselho Nacional da Amazônia. Na semana passada, dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontaram que a área desmatada na Amazônia foi de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, recorde dos últimos 15 anos.
Durante parte do período em que houve essa alta no desmate estava em curso a Operação Verde Brasil 2, autorizada por meio de GLO, que foi de maio de 2020 a abril de 2021.
“O que eu observei, minha observação: na primeira fase dessas operações, que foram se encerrar em abril deste ano, não houve essa verdadeira integração entre o trabalho das Forças Armadas e as agências ambientais”, disse Mourão.
“Consequentemente, as Forças Armadas realizaram operações de cerco, buscaram largas apreensões de material, mas não havia a presença do agente que realmente é o capaz de emitir a multa, de realizar a verificação, no detalhe, que não é pertinente ao conhecimento que as Forças Armadas possuem”, acrescentou