Após prisão de Temer, Eletrobras diz que pode avaliar medida para ressarcimento


Estatal disse que acompanha as ações decorrentes da Operação Lava Jato. A Eletrobras informou nesta quinta-feira (21) que pode avaliar se tomará medidas para recuperar eventuais perdas em razão das investigações sobre supostas propinas ligadas a contratos nas obras de Angra 3, após a prisão do ex-presidente Michel Temer.
Sede da Eletrobras no Rio
Reuters
Em comunicado, a empresa dona do projeto da usina nuclear, cuja construção está inacabada, disse que está acompanhando as ações decorrentes da operação Lava Jato, “para avaliar se deve adotar alguma medida adicional, visando o ressarcimento de perdas”.
Paralisadas, obras de Angra 3 são alvo de denúncias de corrupção e superfaturamento
A Eletrobras reiterou que os contratos relacionados à construção da usina de Angra 3 foram objeto de análise no curso da investigação independente conduzida pela empresa, desde o início de 2015 até o final de 2018.
“Todos os atos ilícitos referentes à Angra 3 identificados na investigação foram objeto das medidas administrativas cabíveis, como encerramento de contratos e exoneração de executivos envolvidos, bem como foi efetuado o registro de perdas na ordem de R$ 141,3 milhão”, destacou a empresa.
Temer foi preso nesta quinta-feira por suspeita de desvios de recursos nas obras da usina nuclear Angra 3, sendo apontado pelos investigadores como líder de uma organização criminosa que praticou desvios e recebeu propina.
O ex-presidente Michel Temer é levado preso após ser abordado pela Polícia Federal no meio de uma via em São Paulo. Ele é suspeito de comandar uma organização criminosa para desvios de dinheiro público
Mariana Mendez/Band TV via AFP
Além de Temer, também foi preso o ex-ministro Moreira Franco, aliado de longa data do ex-presidente e que ocupou os ministérios de Minas e Energia e da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo do emedebista.
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