Aplicativos podem ser aliados dos pais na educação dos filhos

Pais devem saber limitar o tempo de uso de tecnologia, principalmente de crianças pequenas

Pais devem saber limitar o tempo de uso de tecnologia, principalmente de crianças pequenas
Pixabay

Ao olhar as lojas virtuais dos smartphones, o que não é falta é aplicativo para baixar. Tem opções para todos os gostos e interesses. Mas quando o assunto envolve os filhos, os pais precisam ficar atentos. Alguns aplicativos ajudam na educação das crianças e podem ser interessantes.

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Crianças usam com muita frequência aparelhos como smartphones, tablets, notebooks e computadores. Uma boa alternativa aos pais é recorrer a aplicativos educativos para que as crianças possam usar a tecnologia de forma saudável. Mas como lidar com a internet de forma segura e saber escolher os melhores aplicativos para os filhos?

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Para o professor da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília), Gilberto Lacerda dos Santos, “o mundo digital está aí e não temos como fugir dele”. Santos observa que como esse universo tecnológico é muito novo, ainda não há um consenso sobre o assunto.

“O que sabemos é que as pesquisas mostram que o cérebro humano de uma criança pequena elabora uma série de mecanismos para serem usados no futuro, elas partem primeiro do concreto para depois seguir para a manipulação abstrata”, explica o professor. “O aplicativo coloca a criança diretamente nesse mundo abstrato e não há pesquisas que abordem quais as implicações disso na primeira infância, mas sabemos que elas desenvolvem outras habilidades”.

João Chequer, CEO da Kidsa, os aplicativos podem ser uma solução segura para as crianças navegarem na internet. “Eles navegam em um ambiente controlado, mais seguro e os pais têm a opção de escolher um app em que a criança possa aprender de maneira divertida”.

Como escolher um aplicativo? Para o especialista é importante que os pais observem a classificação etária e a linguagem apropriada para cada idade. “Joguinhos construtivos, que mexem com a motricidade são mais indicados, nada de jogos violentos, de guerra ou tiro”, diz Chequer. “Aprender de forma divertida é sempre muito melhor”.

“Os pais devem frequentar o mesmo ambiente que os filhos, precisam saber o que as crianças estão vendo, jogando e jamais deixa-las interagir com estranhos”, diz o professor Santos. “Os brinquedos são inspecionados pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), creio que no futuro um órgão regulador dessa natureza avalie os aplicativos, enquanto isso, os pais devem ficar atentos às opções disponíveis. ”

Os dois profissionais são categóricos quanto ao tempo de uso de tecnologia. “Tudo em excesso faz mal, cabe aos pais o controle do tempo da criança exposta à tecnologia”, avalia Chequer. “O importante é que haja equilíbrio no uso da tecnologia, os pais precisam brincar, ler e interagir com os filhos.”