Aos 80 anos, Áurea Martins saúda Elizeth Cardoso em disco com pianista Cristovão Bastos


Cristovão Bastos e Áurea Martins em estúdio, no início da gravação do disco de voz e piano
Reprodução / Instagram Áurea Martins
♪ Prevista para ter sido realizada no primeiro semestre de 2018, a gravação do álbum da cantora carioca Áurea Martins com o pianista, arranjador e compositor (também) carioca Cristovão Bastos começou efetivamente a ser feita nesta primeira semana de março de 2020, no estúdio Lontra Music, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Por conta do adiamento de dois anos, em decorrência de pneumonia contraída pela cantora, o disco de piano e voz acabará fazendo parte das comemorações dos 80 anos de Áurea, a serem festejados em 13 de junho.
No álbum, a artista celebra o centenário de nascimento de Elizeth Cardoso (1920 – 1990), referencial cantora carioca que admirava a voz da colega conterrânea, ouvida durantes décadas na noite carioca. A saudação é feita através de regravações de duas músicas que fizeram parte do repertório da cantora conhecida pelo epíteto de Divina.
Vem hoje (Moacyr Silva e Antônio Maria) é composição lançada na voz de Elizeth em disco de 78 RPM editado em 1960. Já Todo o sentimento – parceria de Cristovão com Chico Buarque, lançada por Chico no álbum Francisco (1987) – é a canção que deu nome a um álbum póstumo de Elizeth, lançado em 1991, um ano após a saída de cena da cantora, com o registro de show feito pela artista com o violonista Raphael Rabello (1962 – 1995).
Pelo planejamento inicial de Áurea Martins, o repertório do disco com Cristovão Bastos também inclui a música inédita Rede branca (Cristovão Bastos e Paulo César Pinheiro), o samba Flor negra (Antonio Valente, Elton Medeiros e Cristovão Bastos) – composto em 1973 em homenagem a Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973), o Pixinguinha, mas censurado na época e nunca registrado em disco – e a regravação da valsa Amigo amado (Alaíde Costa e Vinicius de Moraes, 1973).