Anos bissextos: por que eles existem e desde quando são parte do calendário

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/calendario-03012020144040515?dimensions=660×360" title="A cada quatro anos nossos calendários têm 366 dias em vez dos tradicionais 365" alt="A cada quatro anos nossos calendários têm 366 dias em vez dos tradicionais 365" />
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<span class="legend_box ">A cada quatro anos nossos calendários têm 366 dias em vez dos tradicionais 365</span>
<span class="credit_box ">Getty Images </span>
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Este ano que começou vai durar 366 dias e vez dos habituais 365. Será um ano bissexto.</p>
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A cada quatro anos temos esta anomalia nos nossos calendários, mas por que ela existe e desde quando?</p>
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Para responder a essas perguntas devemos voltar à Roma antiga, há mais de dois milênios, quando se descobriu que o calendário não estava totalmente alinhado com o ano solar.</p>
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Foi o imperador Júlio César quem pediu ao astrônomo alexandrino Sosígenes que o ajudasse a criar uma alternativa ao calendário romano mais adaptada à realidade e à rotação da Terra.</p>
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Nosso planeta não leva apenas 365 para dar uma volta ao redor do Sol, mas sim 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 56 segundos.</p>
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Por isso, Sosígenes propôs um calendário extremamente similiar ao dos egípcios, que tinha 365 dias com um dia adicional a cada quatro anos para se alinhar com o ano solar.</p>
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Assim nasceu o calendário juliano, batizado em homenagem ao imperador.</p>
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<span class="legend_box ">Os anos bissextos são uma ideia de Júlio César, mas o calendário dele não é o que usamos atualmente</span>
<span class="credit_box ">Getty Images </span>
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Porém, esse sistema também tinha pequenos erros e foi sendo progressivamente substituído pelo calendário gregoriano a partir de 1582. É esse o calendário que nos rege hoje.</p>
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Como o calendário juliano exigia um dia adicional a cada quatro anos, os romanos decidiram que esse dia seria em fevereiro, que na época era o último mês do ano.</p>
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O nome bissexto vem do latim <em>"ante diem bis sextum Kalendas Martias"</em> ("o sexto dia antes das Calendas de Março"), ou seja, o dia 24 de fevereiro. Como a frase era longa, acabou resumida para "bis sextus", que em português virou bissexto.</p>
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Anos depois, o papa Gregório 13 decidiu com, uma bula papal, aperfeiçoar o calendário.</p>
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Uma das mudanças foi que o dia adicional dos anos bissextos seria o 29 de fevereiro, e não o 24, definido pelo calendário juliano.</p>
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<span class="legend_box ">O ano de 2100 deveria ser bissexto, mas não será Uma solução matemática</span>
<span class="credit_box ">Getty Images </span>
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Assessorado pelo astrônomo jesuíta Christopher Clavius, o papa também estabeleceu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 seria 15 de outubro, uma supressão de dez dias que ajudaria a resolver o desalinhamento com o ano solar.</p>
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E, para que esse desajuste não voltasse a ocorrer, criou-se um sistema de exceções aos anos bissextos.</p>
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Não seriam bissextos os anos múltiplos de cem, a menos que também sejam múltiplos de 400. Por essa razão não foram bissextos o ano de 1800 nem 1900, embora tenha sido bissexto o ano 2000.</p>
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Por esse mesmo motivo, os anos de 2100 e de 2200 não serão bissextos.</p>
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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/revolucao-francesa-03012020144040965?dimensions=660×360" title="Durante a Revolução Francesa tentou-se modificar o calendário moderno Um calendário sem referências religiosas" alt="Durante a Revolução Francesa tentou-se modificar o calendário moderno Um calendário sem referências religiosas" />
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<span class="legend_box ">Durante a Revolução Francesa tentou-se modificar o calendário moderno Um calendário sem referências religiosas</span>
<span class="credit_box ">Getty Images</span>
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 Esse conjunto de reformas inaugurou o calendário moderno, atualmente conhecido como calendário gregoriano.</p>
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Desde essas últimas mudanças, não houve novas alterações.</p>
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Porém, em alguns países como a França, houve movimentos para modificar o calendário. Em 1792, durante a Revolução Francesa, o país adotou um calendário republicano, elaborado pelo matemático Gilbert Romme.</p>
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Esse calendário pretendia eliminar as referências religiosas e dar outros nomes aos meses, que se referiam a fenômenos naturais e à agricultura, alterando ainda a duração deles.</p>
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Mas essa versão teve vida curta. Após a derrota de Napoleão, em 1814, a França logo voltou a usar a versão de Gregório 13 e concebida inicialmente por Júlio César.</p>