‘Amor de Mãe’: Adriana Esteves se emociona ao falar de reencontro com Chay Suede


‘A gente não vai se abraçar?’, lembra de pergunta comum na retomada das gravações. Novela volta na segunda (1º) com retrospectiva; capítulos inéditos serão exibidos a partir do dia 15. Adriana Esteves e Chay Suede em cena de ‘Amor de Mãe’, antes da novela ser interrompida pela pandemia do novo coronavírus
Globo/Estevam Avellar
Adriana Esteves se emocionou ao falar sobre o reencontro com Chay Suede quando as gravações de “Amor de Mãe” foram retomadas durante a pandemia do novo coronavírus.
A atriz vive Thelma, a mãe possessiva e adotiva de Danilo, personagem de Chay. A novela volta ao ar na segunda (1º), após quase um ano de pausa.
“Primeiro dia que a gente se viu, de máscara, na cidade cenográfica, o Chay ficou um pouquinho longe de mim, perto de uma pilastra e falou “Mentira, a gente não vai se abraçar?”, diz e se emociona.
“Todo dia, nesses quatro meses, a gente chegava e falava ‘É verdade? A gente não vai se abraçar? No dia que fazíamos teste, a gente roubava e dava um apertãozinho no braço”, continua Adriana.
A retomada ao trabalho foi emocionante, mas também causou estranheza para a atriz acostumada a chegar em um estúdio enorme e sempre movimentado. A equipe estava bastante reduzida e toda paramentada.
“Deu um frio na barriga, uma solidão, um susto bem grande, mas isso também botou a gente muito emotivo e o nosso trabalho é feito com emoção”, explica.
Por duas semanas, “Amor de mãe” vai dividir o horário das 21h com “A força do querer” em capítulos que serão grandes retrospectivas do que foi exibido até março de 2020.
Segundo a autora Manuela Dias, os doze capítulos iniciais vão ser “um híbrido entre o que já vimos e o que ainda não”.
“Fiz um grande off para as três protagonistas da novela. Elas contam a vida delas até o ponto que a novela parou. Está super condensado, mas ao mesmo tempo tem todo o tempo, as cenas antológicas que a gente lembra”, diz Manuela.
A partir do dia 15, os 23 capítulos da reta final da novela serão exibidos na faixa das 21h.
Ao invés de mostrar a passagem do tempo com dias ou meses, Manuela decidiu registrar a passagem do tempo com o número de mortos e infectados no Brasil.
A pandemia também vai estar presente na narrativa com personagens usando máscaras e em quarentena.
Vitória (Taís Araújo), por exemplo, passará a defender mulheres que foram violentadas durante esse período, segundo a atriz em entrevista ao programa “Conversa com Bial”.
Thelma x Carminha
Vilãs de Adriana Esteves: Carminha em “Avenida Brasil” e Thelma em “Amor de Mãe”
Globo/Alex Carvalho; Globo/João Cotta
Nas entrevistas de retomada da novela, surgiram comparações entre as vilãs Thelma e Carminha “Avenida Brasil” (2012). A história surgiu depois de Regina Casé falar que Carminha “era uma fofa” perto de Thelma.
A atriz, no entanto, não incentivou a comparação entre as duas personagens durante a coletiva realizada com jornalistas nesta quinta (25).
“Não me preocupei em ser diferentes, porque elas são naturalmente diferentes. Eu fiz duas vilãs do João Emanuel Carneiro, Carminha e Laureta (em “Segundo Sol”), ali minha preocupação foi maior porque eram filhas do mesmo autor”.
“O João e a Manuela são bem diferentes e construíram personagens muito diferentes. Se elas ficassem parecidas teria algum erro meu, porque seria eu impondo a minha personalidade”, continua.
Adriana diz que não pode nem lembrar do final de Thelma em “Amor de Mãe” que já se emociona.
A atriz não dá spoilers do que vai acontecer, mas deixa escapar que o final da personagem é como ela imaginava.
“Fiquei bem satisfeita e me emocionou muito. Acho que fica bonito, só para vocês não ficarem achando que ela vai ser os 23 capítulos tão doida e tão vilã, como a gente tem anunciado. Tem também uma coerência e uma beleza muito fortes, mas bem no final”, completa.
Veja, abaixo, entrevista com Adriana Esteves no lançamento de “Amor de Mãe”, em 2019:
Adriana Esteves fala ao G1 sobre maternidade, ‘Amor de Mãe’ e ‘Avenida Brasil’ em 2019