Agência de turismo se especializa em um único destino e conquista clientes

A agência promove viagens somente para o Peru. Com o sucesso do negócio segmentado, os empresários passaram de quatro para 21 funcionários. A ideia é expandir o negócio este ano e focar em abrir três destinos: Chile, México e Egito. Agência de turismo se especializa em um único destino e conquista clientes
No ano passado, o mercado de agências de viagem cresceu 10%. A expectativa para 2019 é de 15% de crescimento e para quem pensa em investir nesse mercado, vale a pena segmentar o negócio.
A agência que o empresário Willian Cavalcante tem com o irmão já nasceu especializada: há oito anos vende viagens para um único destino na América do Sul: o Peru. “A vantagem maior é você ser autoridade no destino. Então você conhece muito o destino, você ganha credibilidade por só falar daquilo, consegue se especializar e entregar informação atual, o que está acontecendo naquele momento no destino”.
Ponto positivo para a empresa, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav). “Se tem alguma coisa que precisa ser aprendido e ser tocado num dia a dia de uma agência de viagens é você saber o quão importante é a precisão da sua informação. Quanto mais precisa for a sua informação, quanto mais informado for o seu cliente na hora da venda, menos problemas você vai ter na volta dele”, fala o presidente da Abav São Paulo, Edmilson Romão.

No ano passado, mais de três mil pessoas viajaram com a agência para o Peru. Uma das estratégias dos empresários é fazer com que os clientes já se sintam no destino mesmo antes de embarcar.
Willian, que era do mercado financeiro, analisou bem os números antes de aceitar a proposta. “Eu entrei no negócio a fundo, fiquei um ano lá morando para entender, visitar, para conhecer, ver o fornecedor, ter certeza do que a gente estava fazendo, para gente startar mesmo o negócio com potencial”.
A aposta da agência deu tão certo que a empresa passou de quatro para 21 funcionários e saiu de uma salinha de 16 metros quadrados para ocupar um andar de 150 metros quadrados e, pra 2019, eles querem mais. “A gente pensa em abrir três destinos esse ano: Chile, México e Egito, todos muito ligados ao nosso negócio. México e Egito têm muito essa questão da civilização, história e o Chile com uma pegada mais natureza, porque muito do público que vai para o Peru vai em busca dessas paisagens. Para aumentar um pouco o portfólio e para crescer mesmo, para ter mais poder de crescimento.”
No Brasil, 25% das agências de turismo funcionam em home-offices
Abrir uma agência de turismo não é complicado, o difícil é conseguir um diferencial para crescer nesse mercado. Para abrir uma agência de turismo – loja física ou e-commerce – o empresário precisa ter um CNPJ e fazer o cadastro no Cadastur, do Ministério do Turismo. Depois vem o fundamental.
“Você precisa saber qual que é o seu público, para onde ele quer ir e depois você precisa fazer a amarração dessa rede com os fornecedores que atendem esses locais”, fala o presidente da ABAV São Paulo, Edmilson Romão.
Há um mundo de possibilidades além das agência multi-destinos e das especializadas. “A parte mais importante é você escolher qual é o segmento que você vai escolher para trabalhar, você se cercar de pessoas que vão trabalhar com você que conheçam do negócio, que saibam como fazer isso, e depois você ter uma rede de fornecedores que vá te atender à altura do nível do passageiro que você escolheu para atender”, diz Romão.
Vale a pena procurar a Abav para entender os detalhes da lei das agências de turismo e evitar problemas na hora de emitir notas, por exemplo.
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