A volta do tie-dye: técnica de tingimento de roupas retorna durante quarentena


Manu Gavassi, Preta Gil, Larissa Manoela, Giovanna Ewbank e outras famosas aderiram moda em sua retomada, seja na montagem do visual ou no momento de diversão para produção caseira. Manu Gavassi, Preta Gil, Larissa Manoela e Mari Gonzalez são adeptas do tie-dye
Reprodução/Instagram
A quarentena revelou um clima de nostalgia que resgatou hábitos e itens do passado. Além disso, revelou o talento manual em quem foi para a cozinha fazer pães, para as salas inovar nas pinturas de paredes ou para os armários no intuito de renovar peças de roupas mais antigas.
Assim, o tie-dye – com ápice nas décadas de 1960 e 1970, retornando na década de 1990 — voltou com força. Não só no quesito moda e montagem de visual, mas no “mão na massa” para ocupar o tempo livre dentro de casa, reciclando peças de roupas usando tinta de tecido, corante ou água sanitária.
“Com a quarentena o tie-dye vem como uma forma de escape, quase uma terapia, podendo ser feito em casa, sendo assim facilmente aceito pelo público em geral”, diz Juliana Bacellar, consultora de imagem e personal stylist.
“Suas formas abstratas, até psicodélicas representam bem nosso desejo de fuga da realidade explosão de emoções.”
Mas apesar da explosão de produção caseira durante a pandemia, Juliana explica que não é de hoje que o tie-dye retornou para cena.
“Desde o fim do ano passado, mesmo antes da pandemia, ele tem aparecido em desfiles de diversas grifes como Dior e Channel. E para a surpresa de todos até a clássica Anna Wintour apostou em uma mistura de estampas de xadrez e tie-dye.”
Das passarelas, o estilo que dá nome à técnica de tingimento artístico de tecidos, foi para páginas das influenciadoras e, consequentemente, com mais força para as ruas.
Manu Gavassi em duas produções em que usa peças tie-dye
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Manu Gavassi, por exemplo, é adepta de peças com tingimento tie-dye. A cantora levou muitas delas para o “BBB” e carregou a onda para uma coleção em parceria com uma marca de roupas.
Sua personal sylist, Carol Roquete, acredita que Manu também tenha influência nesse aumento pela busca do tie-dye.
“Acredito que praticamente tudo que a Manu usa vira uma referência forte. Então acho, sim, que tem influência também de personalidades usando”, afirma Carol, sobre os possíveis motivos da retomada do estilo.
Embora para a personal stylist o tie-dye nunca tenha saído de moda. Tanto é que no carnaval de 2017 montou a produção visual completa da cantora Anitta com peças com esse tingimento. “Na minha vida, sempre esteve presente. Mas claro que agora está em um outro lugar, com muito mais visibilidade.”
“Acho que é atemporal, 100% atemporal. Agora ele está vindo com mais força, depois ele dá uma acalmada, mas acho que jamais vai sair.”
Famosas são adeptas
Muitos famosos aderiram a moda em sua retomada, seja na montagem do visual ou na produção caseira.
Dias antes do nascimento de Zyan, Giovanna Ewbank compartilhou em seu Instagram o momento em que reúne os filhos Titi e Bless para aprender o tie-dye.
Preta Gil: unha também entrou na onda tie-dye
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Também nas redes, Preta Gil declarou seu amor ao estilo e pintou até as unhas usando a técnica. “Meu vício por Tie Dye não tem limites”, escreveu a cantora.
Outra fã da tendência é a atriz Larissa Manuela. Ela usou legenda semelhante a de Preta em uma das inúmeras publicações em que aparece usando as peças: “Ela tá viciada num tie dye ela”.
Mari Gonzalez, Cleo, Flávia Alessandra, Fernanda Paes Leme, Flavia Alessandra, Cleo, Fabiana Karla, Sophia Abrahão, entre outras celebridades, também já se mostraram adeptas do look – e algumas, da produção caseira.
Mari Gonzalez com maiô e bandana tie-dye
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A técnica por ser usada em todo o tipo de peça, de camisetas a pochetes, passando por biquínis, maiôs e lenços. E, claro, em tempos de pandemia, também já estampam máscaras.
“Minha dica é misturar com peças básicas. Uma t-shirt tie-dye com um jeans liso e um tênis branco fica lindo. Cuidado em ambientes de trabalho mais formais, pode não pegar bem”, destaca Juliana Bacellar sobre a produção de um look.
“Acho ele uma peça super versátil, inclusive. Ele pode estar num biquíni, num tênis, num blazer, numa camiseta, numa canga. Muito da forma que você vai usar e da forma que você quer usar. Acho tie-dye super versátil. Não tem regra e tudo vem de como você quer usar e qual momento”, aponta Raquel Roquete.
Larissa Manoela revela “vício” em tie-dye
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