‘A Favorita’, ‘A força do querer’, ‘Verdade Secretas’ e mais: as 15 novelas mais marcantes em 15 anos de G1


G1, portal de notícias da Globo, completa uma década e meia no ar neste sábado (18). Semana Pop resume quais foram as principais novelas desde 2006, uma por ano. ‘A Favorita’, ‘A força do querer’, ‘Verdade Secretas’ e mais: as 15 novelas mais marcantes
Você sabia que já tem 15 anos que o G1 existe? Pois é. A gente estava na internet desde que tudo era mato. E, nesse tempo, assistimos à web se aproximar muito da televisão.
As novelas são um grande exemplo disso. Quanto assunto elas já não renderam nas redes sociais?
Ao longo dos últimos anos, muitos debates e memes foram levantados nas plataformas enquanto iam ao ar novelas como “A Favorita”, “A força do querer”, “Amor de mãe”, “Verdades Secretas” e tantas outras.
No vídeo acima e na lista abaixo, o G1 mostra os 15 novelas que representam os últimos 15 anos.
O G1, portal de notícias da Globo, completa uma década e meia no ar neste sábado (18). Para celebrar o aniversário, a editoria de Pop & Arte publica nesta semana vídeos e listas com as séries, músicas, filmes e novelas mais importantes desde 2006.
2006: “Cobras e Lagartos”
Foguinho Cobras e Lagartos
Reprodução
Em 2006, o G1 era um recém-nascido, mas o pessoal da Luxus, a loja que era o centro da trama de “Cobras e Lagartos”, já tinha muito experiência em babado e confusão.
Essa novela do João Emanuel Carneiro era chiquérrima, tinha os melhores looks e a Carolina Dieckmann com o cabelo platinado, que é tendência até hoje. Até a Billie Eilish copiou.
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E quem não lembra do Foguinho? O cara era carisma puro, e ainda por cima apresentou pra gente o maravilhoso Lázaro Ramos. Foi a estreia dele em novelas.
2007: “Paraíso Tropical”
Olavo (Wagner Moura) e Bebel (Camila Pitanga) em cena de “Paraíso Tropical”
TV Globo/Willian Andrade
Enquanto o YouTube ganhava uma versão em português e a Apple lançava o primeiro iPhone nos Estados Unidos, Camila Pitanga desfilava pleníssima pelas ruas de Copacabana com sua personagem Bebel.
O casal formado ela e por Wagner Moura, o Olavo, foi o grande destaque da novela “Paraíso Tropical”.
A paixão entre a prostituta e o grande vilão da história conquistou os telespectadores. E os bordões de Bebel também ganharam as ruas. Quem é que não lembra da personagem falando “cueca maneira” e “catiguria”?
2008: “A Favorita”
Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar) em cena de ‘A Favorita’
Globo/Rafael França
Uma mocinha e uma vilã. Mas a que a gente achava que era mocinha, era vilã. E a que a gente achava que era vilã, era mocinha.
João Emanuel Carneiro conseguiu enganar todo mundo em “A Favorita”, uma novela tão tensa que parecia filme de Hollywood. Mas a trilha era bem brasileira.
2009 – “Caminho das Índias”
Raj (Rodrigo Lombardi) e Maya (Juliana Paes) em cena de “Caminho das Índias”
TV Globo / Thiago Prado Neris
Are baba! Como uma típica novela de Gloria Perez, “Caminho das Índias” fez a Ásia parecer bem pertinho. Essa foi a primeira novela brasileira a vencer o prêmio Emmy Internacional.
A história contava o amor impossível entre dois jovens indianos de origens diferentes: Maya, de uma família tradicional de comerciantes, e Bahuan, um dalit, uma casta considerada impura na Índia.
Só que aí no meio, a história tem uma reviravolta porque a Maya passa a curtir muito o Raj, que tinha sido o marido prometido pra ela.
A gente não dar spoiler, mas se você quiser acompanhar o desfecho dessa história, atualmente a novela está sendo exibida no “Vale a pena ver de novo”.
2010: “Ti-Ti-Ti”
Cena da novela ‘Ti ti ti’, com Alexandre Borges e Murilo Benício
Divulgação/TV Globo
Em 2010, quem marcou a época foi a novela “Ti-Ti-Ti”.
A novela não era só um remake. Mas, digamos, um bem bolado de remakes. Além de trazer de volta a história que foi ao ar pela primeira vez, lá na década de 1980, incluía também duas tramas que faziam parte de uma outra novela do passado, a “Plumas e Paetês”.
Ambas foram escritas por Cassiano Gabus Mendes, a quem a autora Maria Adelaide Amaral quis homenagear na nova versão. Isso porque Cassiano foi o responsável por levá-la pra televisão.
2011: “Cordel Encantado”

Cena de “Codrdel Encantado”: Jesuíno ( Cauã Reymond ) interrompe a cerimônia de casamento Açucena ( Bianca Bin ) com Felipe ( Jayme Matarazzo )
TV Globo / Rafael França
Em 2011, quando acontecia o casamento do Príncipe William e da duquesa Kate, as histórias de outra realeza tomavam conta das telinhas.
“Cordel encantado” tinha como pano de fundo o reino fictício de Seráfia e contava com estrelas como Bruno Gagliasso, Nathalia Dill, Cauã Reymond e Bianca Bin.
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Pra fazer as cenas da família real, o elenco passou pouco mais de uma semana na França colhendo imagens de dentro de um castelo, que serviu de locação para o registro das imagens.
E uma curiosidade: só de figurino, a produção levou, pra essa gravação, 65 malas.
2012: “Avenida Brasil”
Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella) brigam em cena de ‘Avenida Brasil’, novela vai ser exibida no Vale a Pena Ver de Novo
Renato Rocha Miranda/Rede Globo
Um clássico. Uma obra-prima da TV brasileira. Um cânone da dramaturgia nacional. “Avenida Brasil” transcendeu o próprio conceito de novela e virou um fenômeno cultural.
Se a gente parar pra falar tudo que fez sucesso nessa novela, vai ficar até o próximo aniversário do G1. Mas fica aí uma curiosidade: João Emanuel Carneiro se inspirou em personagens de Dostoievski pra criar a personagem Carminha. Chique demais.
O final da novela parou o Brasil e também foi destaque até na imprensa internacional.
2013: “Amor à vida”
O beijo entre os personagens Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano) fez história no horário nobre da Globo com a novela “Amor à vida”
Reprodução – TV Globo
Em 2013, Walcyr Carrasco resolveu contar uma história contemporânea com São Paulo como cenário e que girava em torno das relações familiares.
Além da história central, a novela “Amor à vida” também promoveu uma ação socio-educativa e colocou luz em alguns temas como o autismo, com a personagem Linda, que foi o papel de Bruna Linzmeyer.
E falou também sobre a lúpus, uma doença auto-imune, através da Paulinha, que era a personagem da Klara Castanho.
E ainda teve o beijo entre os personagens Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano), que fez história na Globo.
2014: “Império”
Alexandre Nero como o comendador José Alfredo, protagonista da novela ‘Império’, indicada ao Emmy Internacional
Globo/Alex Carvalho
“Império”, de 2014, nos rendeu ótimos frutos.
Primeiro, a história inesquecível do Comendador, o homem de preto, e da briga dos filhos deles pela herança da empresa do pai.
Segundo, mais um Emmy Internacional.
E, terceiro, foi a primeira novela do Chay Suede na Globo. Ele viveu o Comendador José Alfredo na primeira fase da trama. Foram só alguns capítulos, mas que capítulos!
2015: “Verdades Secretas”
Larissa (Grazi Massafera) e Visky (Rainer Cadete) em ‘Verdades Secretas’
Globo/Estevam Avellar
Em 2015, foi ao ar mais uma história pros noveleiros que dormem tarde. “Verdades secretas”, uma das poucas novelas das 23h, girava em torno do triangulo amoroso formado por Alex, Angel e sua mãe, Carolina.
Além desse cenário, a novela teve como pano de fundo o lado obscuro do mundo da moda. E trouxe pra conhecimento geral o termo “book rosa”, que antes era conhecido mais ali dentro do mundinho fashion.
O sucesso da novela não foi só de público. Em 2016, “Verdades Secretas” venceu a categoria de melhor novela no Emmy Internacional, que é considerado o Oscar da TV mundial.
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2016: “Velho Chico”
Domingos Montagner e Camila Pitanga como os personagem Santo e Tereza, durante gravações da novela ‘Velho Chico’
Caiuá Franco/TV Globo
Em 2016, foi ao ar a novela “Velho Chico”. A trama principal foi dividida em duas fases pra mostrar que a rivalidade entre duas famílias resistiu mesmo com a passagem dos anos. Assim como o amor entre dois membros dessas famílias
Os personagens Tereza e Santo foram interpretados por Camila Pitanga e Domingos Montagner na fase adulta.
A novela ficou marcada também por uma tragédia longe das câmeras. Após uma manhã de filmagens, Domingos se afogou durante um mergulho no Rio São Francisco.
Com a morte de Domingos, a novela seguiu seu desfecho, Santo se casou com Terê, e a produção fez uma belíssima homenagem ao ator no capítulo final.
2017: “A força do querer”
Juliana Paes como Bibi em ‘A força do querer’
Reprodução/TV Globo
Bibi Perigosa talvez seja um dos personagens mais lembrados da história recente das novelas.
A “Força do Querer” teve várias cenas super tensas de perseguição, envolvendo a Bibi, que era a Juliana Paes, e a policial Jeiza, a Paolla Oliveira. Que dupla!
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Mas também tinha outros personagens maravilhosos. A sereia Ritinha, a Silvana, que era viciada em jogo, e a Ivana, que se tornou Ivan mais pro fim da novela e emocionou todo mundo numa trama histórica sobre a descoberta da identidade de gênero.
2018: “Segundo Sol”
Emílio Dantas grava cenas como o cantor de axé Beto Falcão, de “Segundo sol”
João Cotta/Gshow
“Segundo Sol” se passava na Bahia e falava sobre um cantor de axé, que já tá meio decadente, é dado como morto por engano. E, por causa disso, volta a ser um ídolo.
Ele vê que a carreira finalmente está deslanchando de novo, desiste de revelar que tá vivo, vai se esconder numa vila praiana e lá se apaixona por uma catadora de mariscos.
2019: “Amor de mãe”
Regina Casé e Adriana Esteves em cena de ‘Amor de Mãe’
Globo/Estevam Avellar
“Amor de mãe” estreou no finzinho de 2019 e rapidinho ganhou o coração do público. A história estava indo super bem, com os espectadores ansiosos para ver dona Lourdes encontrar seu filho desaparecido, mas assim como o mundo todo, a novela precisou parar.
A reta final de Amor de mãe precisou ser adiada por conta da pandemia de coronavírus e foi exibida 10 meses depois. Foi só em março desse ano, 2021, que os fãs da novela mataram a curiosidade do grande final.
2020: “Salve-se quem puder”
Alexia (Deborah Secco), Kyra (Vitória Strada) e Luna (Juliana Paiva) em cena de “Salve-se quem puder”
Paulo Belote/Globo
E chegamos a 2020, o ano em que o mundo todo parou por causa da pandemia.
Com as novelas, não poderia ser diferente. “Salve-se quem puder” foi uma das que foram interrompidas pelo risco de transmissão do coronavírus.
Mas as gravações foram retomadas, seguindo regras bem rígidas de segurança, e ela entrou pra história como uma das tramas que conseguiram ser finalizadas, mesmo em meio à pandemia.