‘Viúva Negra’ se despede da heroína e apresenta novos personagens ao universo Marvel


‘Estava mesmo interessado em como essas pessoas haviam começado’, diz David Harbour. Ator e diretora Cate Shortland falam com o G1 sobre filme, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (8). David Harbour e diretora Cate Shortland falam sobre ‘Viúva Negra’
“Viúva Negra”, assim como a espiã/heroína do título, é muitas coisas. É o primeiro filme solo da personagem, uma espécie de história de origem para ela, o primeiro dos estúdios Marvel dirigido somente por uma diretora mulher e a abertura da quarta fase do universo cinematográfico da editora.
G1 JÁ VIU: ‘Viúva Negra’ é ótimo filme tardio da heroína com foco em família e espionagem
Ah, sim. Esta também deve ser a despedida de Scarlett Johansson do papel que interpreta há sete filmes, desde “Homem de Ferro 2” (2010) – ao mesmo tempo em que novos personagens dos quadrinhos dão as caras na franquia bilionária.
A mistura de ação com espionagem estreia – finalmente, depois de seguidos adiamentos por causa da pandemia – nesta quinta-feira (8) nos cinemas brasileiros.
Na sexta (9), chega também à plataforma de vídeos Disney+, onde poderá ser assistido no acesso premier pelo preço de R$ 69,90.
Scarlett Johansson e Florence Pugh em cena de ‘Viúva Negra’
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E foram essas novidades que atraíram David Harbour (o Hopper, de “Stranger Things”) ao filme. Em entrevista ao G1, ele conta que reviu “Capitão América: Guerra Civil” (2016) para entender o ponto de partida da história, mas que encarou a trama como uma narrativa diferente.
“Sabe, eles nunca apresentaram Yelena (Florence Pugh), o Guardião Vermelho, ou Melina (Rachel Weisz), então nós temos meio que um começo do zero na coisa toda. Não é como se eu tivesse vindo dos ‘Vingadores’. Foi meio que uma história nova dessas pessoas. Então eu estava mesmo interessado em como elas tinham começado”, diz o americano.
Com 46 anos e diversos trabalhos na TV e no cinema, ele é um veterano em adaptações de quadrinhos. Agora ele aparece como o Guardião Vermelho, uma contraparte soviética do Capitão América, mas já estrelou filmes de outras editoras.
David Harbour em cena de ‘Viúva Negra’
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Em seu currículo, Harbour tem também uma participação no universo estendido da DC, em “Esquadrão Suicida” (2016), e até outro herói escarlate, o protagonista da nova versão de “Hellboy” (2019).
“Em relação a graphic novels e quadrinhos, eu ainda amo muitas coisas independentes diferentes. Eu gosto de algumas graphic novels da Dark Horse também, junto de ‘Hellboy’ e outras coisas assim. Acho que tem muita coisa por aí que é rica e única”, conta o ator.
“Mas em relação aos filmes, e ao universo em si, acho que não há ninguém melhor que a Marvel. Eu ficaria muito feliz em ficar aqui pelo resto da minha vida. Até eu ter, tipo, 80 anos.”
Rachel Weisz em cena de ‘Viúva Negra’
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Por trás da Viúva
Em “Viúva Negra”, quando um inimigo do passado ressurge das sombras, a heroína busca antigos contatos da época em que ainda era uma espiã a serviço de uma organização secreta para dar um ponto final à ameaça. Saiba mais sobre a história.
Ao lado do Guardião Vermelho, essas figuras formam uma espécie de família postiça da protagonista. Isso permite ao filme explorar um lado mais pessoal da personagem, como em uma cena em que todos se reúnem, armados e uniformizados, ao redor de uma mesa de jantar.
“Essa cena do jantar foi realmente interessante porque eles estão nos personagens de família: irmã, filha, pai, mãe. Mas também estão nos personagens de super-heróis. Então você tem uma interpretação dupla”, afirma a diretora Cate Shortland.
Conhecida principalmente por curtas premiados, a australiana relutou em aceitar o cargo, mas cedeu ao ser convidada diretamente por Johansson.
“Na verdade, o filme é sobre despir todas essas coisas e o que somos por baixo. O que somos debaixo do gênero, o que somos debaixo dos papéis que a sociedade define para nós. E o que há de verdade em nossos corações. E é pra isso que a Natasha tem que olhar na jornada.”
Scarlett Johansson em cena de ‘Viúva Negra’
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