Vítima reconhece estelionatário em reportagem e faz nova denúncia em Juiz de Fora


Segundo delegado, detido tem 14 mandados em andamento pelo crime. ‘Tem uma mentalidade muito fértil e é bem articulado’, disse Luciano Vidal. Delegado de Polícia Civil , Luciano Vidal , contou como estelionatário agia em Juiz de Fora
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Militar registrou na manhã desta segunda-feira (12) mais uma ocorrência de estelionato em Juiz de Fora. De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a vítima, de 50 anos, ficou sabendo da prisão do suspeito na semana passada e resolveu fazer uma denúncia.
Segundo a PM, a vítima disse que conheceu o autor pelo nome de ‘Sebastian’ e que ele namorava uma vizinha dele. O estelionatário se apresentou como policial federal e, ao tomar conhecimento que a vítima queria se aposentar e ainda comprar um revólver calibre 38, fez promessas.
O homem chegou a dar cerca de R$ 2.800 para o estelionatário pela arma e mais R$ 3 mil pelo serviço falso feito no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) .
O crime ocorreu em janeiro, mas o suspeito, de 48 anos, foi preso na última quinta-feira (8). Segundo o delegado de Polícia Civil, Luciano Vidal, ele já agia na cidade há muito tempo. “São 14 mandados em andamento pelo crime de estelionato. Ele tem uma mentalidade muito fértil e é bem articulado”, comentou.
Golpes aplicados
Fachada Fórum Benjamin Colucci Juiz de Fora
Rafael Antunes/G1
Em 2017, o homem foi a uma academia de taekwondo dizendo que tinha conhecidos no governo federal e, por isso, facilidade em conseguir investimos. Ele pediu à administração da academia que montasse uma comissão e e enviasse ao governo um projeto para liberação do investimento através da Lei Rouanet, que estabelece normas de como o governo federal deve disponibilizar recursos para a realização de projetos artístico-culturais.
Ainda segundo o delegado, o homem se passava por promotor de Justiça e assessor de promotor, prometendo trabalho para pessoas com salário inicial de R$ 2.500. Em um dos casos, o estelionatário falou com uma das pessoas que promoteu trabalho que era necessário ter carteira de motorista. Como a vítima não tinha, chegou a dizer que por R$ 6 mil arrumartia a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
“Ele pede os documentos pessoais da pessoa e dinheiro para fazer os trâmites legais. Com isso, não dá para identificar um ponto fixo em que ele atuava. Temos ocorrências nas regiões central, norte e sul da cidade”, explicou Luciano Vidal.
Em outro crime de estelionato, o homem se passou por um servidor público e vendeu um apartamento que não era dele para outra vítima.
O golpe principal
O delegado também contou ao G1 que o principal golpe envolvendo o detido era dizer que ocupava cargos públicos. Luciano Vidal disse que ele também agia em frente ao Fórum Benjamim Colucci, localizado na região central da cidade, e se aproveitava de familiares de presos que conversavam no local e prometia tirar os presos da cadeia, dizendo ter influência com juízes e promotores de justiça.
Mais de R$ 7.700 foram arrecadados com os golpes.

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