Violeiro Chico Lobo incursiona por território andino e folk nas veredas do álbum ‘Alma e coração’


♪ No mercado fonográfico desde 1996, ano em que lançou o álbum No braço dessa viola, o cantor, compositor e violeiro mineiro Chico Lobo amplia o repertório autoral com a edição de Alma e coração.
Lançado em CD e em edição digital pela gravadora Kuarup, neste mês de novembro de 2020, o álbum Alma e coração apresenta músicas inéditas compostas pelo artista no período de isolamento social.
De Sertão (música que se embrenha pelas veredas rurais na abertura do álbum) até Quadras (toada que fecha o disco, apresentando parceria do artista com Simone Guimarães), Chico Lobo reafirma o estilo ao longo das 13 faixas do álbum Alma e coração, mas com incursões por searas alheias.
A faixa Sonhos cruza os sons da viola de Lobo com a pegada do rock rural dos anos 1970 em música gravada com a participação de Luiz Carlos Sá, da dupla Sá & Guarabyra. Nós é balada gravada pelo artista em dueto com a cantora mineira Roberta Campos.
Capa do álbum ‘Alma e coração’, de Chico Lobo
Divulgação
Povos da América evoca latinidades sul-americanas com o toque do músico Joãollama Miranda no charango, na flauta andina e zampoña (instrumento de sopro de de origem também andina). Na toada dessa prece segue por linha mais densa e espiritual, com o toque do acordeom de Sérgio Saraiva.
Já as músicas Sim, Sagrado em meu olhar e Alma e coração incursionam por território folk, sendo que a segunda une as vozes de Chico Lobo (na viola caipira) e do músico paulista Drigo Ribeiro (no violão weissenborn).
Parceria de Chico Lobo com Joãozinho Gomes, poeta do norte do Brasil, a toada Caminhos de João percorre outras veredas, mas dentro do sertão brasileiro em que o violeiro ambienta o álbum Alma e coração.