Venda de livros na Suécia bate recorde histórico devido à quarentena


Volume vendido neste ano é quase 20% maior do que o registrado antes da pandemia. No Brasil, mercado livreiro também apresentou alta no primeiro semestre. No site, a Livraria Senac Ceará disponibiliza livros das Editoras Senac e Edições Sesc.
Jr. Panela
A venda de livros na Suécia atingiu um recorde histórico no primeiro semestre de 2021. À medida que as pessoas viajavam menos e se entretinham mais em casa durante a pandemia, levando o setor a outro ano forte após um 2020 recorde.
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A Associação Sueca de Livreiros informou, nesta quarta-feira (11), que as vendas totais aumentaram 10% em comparação com o mesmo período de 2020. O setor de livros impressos cresceu 7% e o de digitais, 14%. Livros infantis lideraram a alta.
Em comparação com o primeiro semestre de 2019, antes da pandemia, as vendas totais aumentaram 18%.
“A tendência que vimos desde o início da pandemia continua – são os canais e formatos de vendas digitais que estão aumentando, enquanto as vendas de livros nas livrarias físicas estão diminuindo”, disse o órgão em comunicado.
“Ao mesmo tempo, muitos dos membros da associação veem que os clientes vacinados estão voltando às lojas e que a ‘paralisação’ também beneficiou as vendas neste verão (do Hemisfério Norte).”
Maria Hamrefors, presidente da associação, disse que as lojas localizadas em grandes cidades e shoppings foram responsáveis ​​pela queda no comércio físico. “Enquanto isso, as lojas em resorts de férias ou em áreas onde as pessoas vivem – e trabalham de casa – têm se saído muito bem”, disse ela.
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O mercado de livros brasileiro também cresceu em 2021. No primeiro período deste ano, foram vendidas 28 milhões de obras. No mesmo período do ano passado, o volume era de 18,9 milhões. O aumento representa 48,5% em volume de vendas e a recuperação do setor na pandemia.
O faturamento também subiu: passou de R$846,2 milhões em 2020 para R$1,19 bilhão em 2021, um aumento de 39,9%. Os dados foram levantados pela Nielsen BookScan e divulgados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).