Usuários e organizações relatam restrições de acesso a redes sociais na Venezuela

Twitter e Facebook, além do Youtube, foram os mais afetados nesta terça, 30, em meio a protestos no país. Prestadora estatal do serviço afirma que fornecimento está normal. Usuários e organizações relataram problemas para acessar determinados sites na Venezuela ao longo desta terça-feira (30), durante protestos a favor e contra o presidente Nicolás Maduro.
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Segundo as organizações não governamentais “NetBlocks” e “VE sin Filtro”, serviços como Twitter, Facebook, Youtube, Periscope tiveram o acesso restrito no país.
Entenda a crise na Venezuela
De acordo com a NetBlocks, as restrições começaram após o discurso do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, na manhã desta terça, nas proximidades da base militar de La Carlota, na capital Caracas.
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A organização diz ainda que as restrições não são 100% eficazes, são semelhantes aos padrões de instabilidade de rede já vistos anteriormente no país, e que não há sinais de tentativas de barrar todo o acesso à internet.
De acordo com o projeto VE sin Filtro, que monitora o acesso à internet na Venezuela, os sites estariam sendo filtrados por SNI, que é nome do endereço do site em uma conexão (como “exemplo.com.br”).
Segundo o especialista em segurança digital e colunista do G1, Altieres Rohr, esse tipo de filtragem permite limitar ou bloquear o acesso a determinados sites, inclusive aqueles que utilizam segurança criptográfica (HTTPS), mas não permite controlar páginas específicas dentro desses sites.
Ainda segundo o “VE sin Filtro”, acessos podem ter sido limitados por congestionamento de rede, o que poderia ser uma possível explicação para as dificuldades no acesso a serviços de streaming de vídeo e música, bem como as intermitências observadas pela NetBlocks.
Restrições também na TV
O sindicato dos trabalhadores da imprensa do país também acusa o governo de bloquear o sinal de emissoras de televisão estrangeiras, como a CNN.
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Na Venezuela, os serviços de telecomunicações são prestados, em sua maioria, pela empresa estatal Cantv.
Em sua conta no Twitter, a companhia afirma não haver bloqueios no serviço. Além disso, ao longo do dia, postou diversas fotos de centros de atendimento ao público funcionando normalmente.