União Europeia registra aumento no consumo de cocaína e novas redes de entrega online


Centro de Monitoramento para Drogas e Adicção em Drogas afirma que redes sociais e “dark web” estão ajudando traficantes a vender drogas sem serem identificados. Pacotes de cocaína apreendidos pela polícia portuguesa em Lisboa, no dia 4 de junho de 2019.
Helena Alves/AP
A agência da União Europeia que monitora o uso de drogas ilícitas informou nesta quinta-feira (6) que o consumo de cocaína está cada vez mais acessível no continente europeu.
Em relatório com mais de 90 páginas, o Centro de Monitoramento para Drogas e Adicção em Drogas afirmou que as redes sociais, a chamada “dark web” e os códigos de encriptação de conteúdos online estão ajudando pequenos grupos de traficantes e até indivíduos a vender drogas sem serem facilmente identificados.
A instituição europeia informou, ainda, que as autoridades públicas identificaram “call centers” de cocaína. São serviços que funcionam como os aplicativos ou serviços de entrega a domicílio, permitindo o surgimento de redes rápidas de entrega que se adaptam facilmente aos “clientes”.
Sediada em Lisboa, a agência disse, ainda, que as autoridades europeias estão buscando combater o tráfico de drogas na Europa.
A quantidade de cocaína apreendida atingiu recordes: em 2017, último ano com dados disponíveis, autoridades europeias apreenderam mais de 140 toneladas de cocaína. Essa quantidade é quase o dobro do que foi apreendido no ano anterior.
Apesar do crescimento do consumo da cocaína, a maconha (cannabis) continua sendo a droga ilícita mais usada na Europa.