Uber define oferta de ações e avalia companhia em até US$ 91,5 bilhões


A empresa venderá 180 milhões de ações com valores entre US$ 44 e US$ 50. Prejuízo no 1º trimestre de 2019 foi de US$ 1 bilhão. Uber
Phil Noble/Reuters
A Uber divulgou nesta sexta-feira (26) os termos para sua oferta pública inicial (IPO), dizendo a investidores que a empresa de transporte por aplicativo e os envolvidos buscam vender até US$ 10,35 bilhões em ações, avaliando a companhia em até US$ 91,5 bilhões.
Em documento enviado ao órgão regulador, a empresa definiu uma faixa de preço-alvo de US$ 44 a US$ 50 por ação, e que venderá 180 milhões de ações na oferta, com um adicional de 27 milhões de papéis vendidos por investidores existentes. É esperado que US$ 9 bilhões sejam levantados.
Segundo a companhia, o PayPal concordou em comprar US$ 500 milhões em ações em uma colocação privada no IPO.
No documento, a Uber também informou um prejuízo líquido atribuível à empresa no primeiro trimestre de 2019 de cerca de US$ 1 bilhão e receita de aproximadamente US$ 3 bilhões.
O envio do documento ocorre com a Uber se preparando para começar seu roadshow de investidores, no qual a administração da companhia passará os próximos 10 dias apresentando a empresa para investidores do mercado.
A companhia enfrentará uma série de perguntas, inclusive quando ela gerará lucro, como navegará na transição para veículos autônomos e se seu modelo de negócios poderá suportar custos mais altos de motoristas a partir das regras do salário mínimo.
A avaliação que a Uber está buscando em seu IPO é menor do que os US$ 120 bilhões que os bancos de investimento disseram ao Uber no ano passado e mais perto da avaliação de US$ 76 bilhões alcançada em sua última rodada privada de captação de recursos no ano passado.
A moderação das expectativas de avaliação da Uber reflete o fraco desempenho de seu concorrente menor Lyft após o seu IPO no mês passado. As ações da Lyft encerraram as negociações na quinta-feira em queda de mais de 20% em relação ao preço do IPO, em meio a um ceticismo do investidor no que diz respeito à lucratividade.