Ubá tem quase 250 casos confirmados de dengue em 2018


A cidade está em situação de alerta e emergência desde o final de janeiro, quando foi divulgado o primeiro LIRAa do ano com índice de 8,2%. Dengue: todo cuidado é pouco para combater os criadouros do mosquito.
iStock/FarmaConde
A Secretaria Municipal de Saúde de Ubá divulgou nesta quinta-feira (29) um boletim epidemiológico que confirmou 237 casos de dengue na cidade. Os exames laboratoriais também registram um caso confirmado de chikungunya.
No dia 27 de janeiro deste ano, o G1 divulgou que a Prefeitura decretou situação de alerta e emergência no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti na cidade. A decisão foi tomada após a divulgação do primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 que apontou para um índice de 8,2%.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, até o momento foram feitas 872 notificações de casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito, sendo 780 de dengue, 79 de chikungunya e 13 de zika vírus. Os exames são realizados na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.
Prefeitura segue realizando aplicação de fumacê em Ubá
Prefeitura Ubá/Divulgação
A Prefeitura iniciou no dia 7 de fevereiro a passagem do carro Fumacê nas regiões com maior índice de casos notificados das doenças como os bairros Ponte Preta, Meu Sonho, Olaria, Aeroporto, Paulino Fernandes, Agroceres, Mangueira Rural, Palmeiras, Vila Casal, Pires da Luz e Cohab.
LIRAa
O primeiro LIRAa de Ubá neste ano foi realizado entre os 8 até 12 de janeiro, apontou que o Ubá está com 8,2% de infestação. O percentual coloca a cidade em alto risco de epidemia pelo Ministério da Saúde.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a maior parte dos focos foi encontrada dentro das residências. Os principais criadouros do Aedes aegypti são os tambores, baldes e latões, utilizados para armazenar água em razão do abastecimento irregular e até mesmo desabastecimento de água.
Também foram encontrados focos nas caixas d’água, piscinas, ralos, vasos sanitários em desuso, bebedouros de animais, vasos de plantas e lixo.
A Secretaria de Saúde disse ainda que tem intensificado as ações de combate ao mosquito, com contratação de novos agentes de combate e realização de ações de mobilização em parceria com outras secretarias municipais, empresas e escolas.
A Prefeitura também divulgou alertas à população para prevenção dos focos. Veja abaixo:
• Mantenha limpas e vedadas adequadamente as caixas de água e os demais reservatórios de água;
• A água sanitária também poder ser utilizada para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti, na proporção de 2 ml de água sanitária por litro de água. Mas é importante lembrar que ela NÃO PODE ser utilizada em água para consumo humano e de animais. Assim, tambores de armazenamento (100 litros) de água não utilizada para consumo deve adicionar um copo americano (200 ml) de água sanitária. O tratamento deve ser repetido semanalmente, de preferência em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva;
• Lave e escove as partes internas dos vasos sanitários em desuso e vede corretamente os ralos, fazendo uso de água sanitária e sabão em pó semanalmente nesses locais;
• Mantenha a casa limpa e sem água parada para evitar os possíveis criadouros: nada de manter pratinhos de plantas com água, garrafas pet ou qualquer objeto que facilite o acúmulo de água. Verifique as bandejas na parte de trás dos refrigeradores;
• Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água nas mesmas;
• Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos. A água deve ser trocada diariamente;
• Mantenha piscinas devidamente tratadas;
• Dê um cuidado especial ao armazenamento e destinação do lixo. Jamais descarte qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos.

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