Trump diz que acordo comercial com a China pode ser alcançado em cerca de 4 semanas


Presidente dos EUA se reuniu nesta quinta-feira com vice-premiê chinês. Vice-premiê chinês Liu He e Trump se reuniram nesta quinta-feira (5) em Washington
Jonathan Ernst/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (5) que um acordo comercial com a China está bem perto e pode ser alcançado em cerca de quatro semanas. Trump falou em uma reunião com o vice-premiê chinês, Liu He, que está em Washington para negociações comerciais. Liu disse que houve um grande progresso nas negociações.
Já o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, disse que ainda há algumas questões importantes a serem resolvidas.
Entenda a guerra comercial e seus possíveis impactos
Negociadores chineses e americanos estão trabalhando para fechar um acordo que aborde as demandas de Trump, que reclama de anos de tratamento injusto para as empresas americanas por parte do gigante asiático, o que permitiria a redução das tarifas que afetam o comércio nos dois países.
Segundo funcionários americanos, a China tem utilizado práticas desleais de comércio por anos para promover suas empresas e obter know-how das companhias americanas.
No dia 29 de março, Trump disse que as negociações para acabar com a guerra comercial com Pequim caminhavam “muito bem”, mas destacou que só aceitaria um “grande acordo”.
Tensão comercial
Os dois gigantes econômicos adotaram em 2018 reciprocamente tarifas de importação que alcançam bilhões de dólares, um duelo que afetou a indústria e a agricultura dos dois países, com efeitos colaterais para diversas outras economias.
Trump deu a entender que as tarifas adotadas por Washington poderiam ser mantidas mesmo no caso de um acordo, para verificar se a China cumpre com sua parte.
Pequim, no entanto, aprovou medidas para atender as reclamações americanas. No início de março, o Parlamento chinês aprovou uma lei que protege as empresas estrangeiras da necessidade de transferir tecnologia, uma das principais queixas do governo dos Estados Unidos.