Traição no Carnaval: como lidar com infidelidade na folia

Saber que nosso par amoroso ou a pessoa com quem estamos corre o risco de ficar, ou já ficou com outra pessoa, pode nos tirar o chão. Deixar-nos levar pela empolgação do momento e ficar com outra pessoa também pode causar um intensa angústia e culpa. Então, como lidar com os sentimentos tão desagradáveis que vêm a tona com o temor ou pela vivência de uma traição?

Ficarmos presos ao jogos de culpa e às tristezas em nada nos ajuda, apenas agrava a situação já tão dolorosa. É preciso coragem e força de vontade, mas é possível transformar esta experiência tão desagradável como um impulso positivo para o nosso prazer e a felicidade.

O Carnaval traz um clima festivo que nos convida a ir além dos limites e a curtirmos os prazeres sem pensar no amanhã. A alegria arrebatadora parece aumentar nossa sede por mais e mais satisfação, nos fazendo entregar de corpo e alma aos momentos de alegria. Se precisamos tanto destas diversões, como uma pessoa morta de fome que se depara com um banquete, será que estamos felizes em nosso dia a dia? Por que precisamos esperar por uma data ou ocasião específicas para termos prazer?

Se nossa rotina está tão desagradável que precisamos de válvulas de escape pontuais, é momento nos questionarmos se não estamos nós mesmos nos traindo ao longo do ano e avaliarmos como estamos conduzindo nossa vida.

Traição de Carnaval

Os riscos e as experiências relacionadas à “traição de Carnaval” podem nos fazer perceber, por exemplo, que nos sentimos aprisionados em um dia a dia, em um trabalho ou um relacionamento. Podemos nos conscientizar que na maior parte do tempo, sem nem mesmo perceber, ficamos preocupados em mantê-los a qualquer custo, empurrando-os com a barriga. Mas acabamos não percebendo a importância de promovermos a satisfação que eles poderiam nos proporcionar. Isto significa trair nossa própria felicidade e nos pede mudanças para a promoção de prazer, alegria e satisfação de maneira real e sustentável em nossa vida.

Por outro lado, podemos nos sentir revoltados com as festas de carnaval, irritados com o descontrole e a promiscuidade das festividades. Não gostar e até nos indignar pode ser algo natural. Porém, sentimentos como revolta e raiva indicam uma resistência e falta de aceitação. Neste caso, cabe a nós percebermos se não estamos nos podando quanto aos prazeres e atuando de maneira controladora demais em nossa vida. Ao trair nossa própria alegria, nos deixando levar pelo desejo de controlar o outro e tudo a nossa volta, traímos internamente a nós mesmos e acabamos criando circunstâncias que propiciam a vivência de uma traição.

Medo de ser traído

Traições ou mesmo o medo em relação a elas são experiências profundamente dolorosas que nos chamam a atenção para algo muito importante: nossa própria felicidade. São um sinal de alerta para para encararmos abertamente nossas insatisfações mais profundas, sejam elas conscientes ou inconscientes e, assim, melhorarmos a maneira como vivenciamos nossa realidade interna e externa. Pode ser que a relação continue ou não. Porém, o mais importante é que percebamos o que essa experiência nos mostra sobre nós mesmos. Só assim podemos utilizá-la como um degrau para nossa maior felicidade e não como um poço de infelicidade.

Ainda que no momento a experiência pareça insuportavelmente dolorosa, se conseguirmos nos manter ao máximo firme diante das dores, orgulhos feridos, culpas e medos, podemos dar mais um passo na direção da real alegria e prazer. Essa satisfação não vem em uma intensidade tão grande como o Carnaval, mas se manifesta por meio de um contentamento mais constante e permanente. Isso nos torna mais fortes não só para lidar com as inseguranças e experiências negativas quanto à traição, mas para os desafios de vida de uma maneira geral no seu ano.

Reflexões sobre relacionamentos

  • Como é minha relação com a alegria e prazer na vida afetiva de maneira geral?
  • Procuro promover momentos de real satisfação em meu dia a dia e na minha relação?
  • Sinto-me seguro em relação a mim mesmo e quanto ao meu relacionamento?
  • Como está a autoconfiança em minha vida de maneira geral?
  • Minha alegria depende principalmente da maneira como meu parceiro age em relação a mim?
  • O relacionamento é a coisa mais importante para minha felicidade?
  • Sei me proporcionar alegria e prazer?
  • O que proporciona alegria e prazer para o meu parceiro(a) e sabemos conciliar ambos?

 

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