Tilda Swinton e cineasta Ann Hui serão premiadas com Leão de Ouro pelas carreiras


Festival acontecerá de 2 a 12 de setembro, com programação reduzida. Organização não explicou se as duas artistas vão comparecer pessoalmente à premiação. Tilda Swinton no tapete vermelho de ‘The dead don’t die’ no Festival de Cannes 2019
Loic Venance/AFP
A atriz britânica Tilda Swinton e a cineasta de Hong Kong Ann Hui serão premiadas com o Leão de Ouro de Carreira na 77ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que acontecerá de 2 a 12 de setembro, informaram os organizadores nesta segunda-feira (20).
A decisão foi tomada pelos diretores da Bienal de Veneza a pedido do diretor do festival, o crítico de cinema italiano Alberto Barbera.
O festival, que confirmou sua celebração em um ano marcado pela pandemia de coronavírus, não explicou se as duas artistas vão comparecer pessoalmente à premiação no Lido veneziano.
A diretora Ann Hui na Broadway Cinematheque, em Yau Ma Tei
Rmlowe/Creative Commons
“Ann Hui é uma das diretoras de cinema mais apreciadas, prolíficas e versáteis do continente asiático”, reconheceu Barbera, que também elogiou Tilda Swinton por “sua versatilidade fora do comum”.
A atriz britânica, de 59 anos, estreou no cinema em 1986 com o filme “Egomania” e participou de quase 70 longas, com diretores como Jim Jarmusch, Wes Anderson, Terry Gilliam e Danny Boyle – uma lista que revela sua inclinação para produções independentes, experimentais e arriscadas.
“Tilda Swinton é unanimemente reconhecida como uma das intérpretes mais originais e intensas”, destacou Barbera ao comentar “sua personalidade exigente e excêntrica” e “sua capacidade de passar do cinema de autor mais radical para as grandes produções de Hollywood, sem renunciar a sua inesgotável necessidade de dar vida a personagens inclassificáveis e pouco comuns”, escreveu.
Ann Hui, 73, por sua vez, é representante da nova onda do cinema de Hong Kong, conhecida principalmente por “The song of exile” (1990).
A cineasta “foi uma das primeiras artistas a misturar material documental e cinema de ficção”, e nunca abandonou “a visão do autor”, segundo o próprio Barbera.
Ao longo de quase meio século, ela esteve particularmente interessada nos “assuntos humanos e sociais”, como a vida dos imigrantes vietnamitas após a Guerra do Vietnã e foi “pioneira, por sua linguagem e estilo visual”, lembrou o crítico.
Festival reduzido
O festival contará este ano com um programa “reduzido” devido à pandemia, segundo adiantaram os organizadores, que divulgarão a lista dos filmes selecionados em 28 de julho em uma coletiva de imprensa.
“Será uma edição com características únicas em sua história e será lembrada por isso”, disse Barbera em maio.
Também se espera a confirmação da presença da atriz australiana Cate Blanchett, presidente do júri, que vive na Inglaterra.