Theo Bial experimenta outras bossas no EP ‘Pra sonhar’


♪ Em 1958, uma onda musical se ergueu no mar da cidade do Rio de Janeiro (RJ) e invadiu o Brasil, se espraiando depois pelo mundo. Decorridos 63 anos, essa onda bate no som que Theo Bial faz no EP Pra sonhar, lançado no domingo, 14 de março.
Na música-título, Pra sonhar, composição somente do artista carioca de 23 anos, o verso que fala no “balanço das ondas do mar” ecoa a geografia carioca de rico universo musical que parece ter servido de base para o cantor e compositor se reapresentar em cena como Theo Bial após ter debutado no mercado fonográfico como Theozin há quatro anos com o EP Presente (2017), ao qual se seguiu o álbum Do amor à sabedoria (2018).
Como Theozin, o artista transitou entre o rap e a MPB com toque de surf music. Como Theo Bial, o cantor soa assumidamente influenciado pela bossa nova arquitetada por João Gilberto (1931 – 2019) com o cancioneiro soberano de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e de outros compositores também fundamentais para impulsionar a onda musica de 1958.
Os arranjos e o violão das três faixas ouvidas no disco Pra sonhar são de Calvin Sucena, líder do grupo Quartetinho. O toque desse violão soa sobressalente em Mais uma vez, canção composta por Theo em parceria com Gabriel Miranda e com o pai, o jornalista e apresentador e TV Pedro Bial, autor da letra.
Capa do EP ‘Pra sonhar’, de Theo Bial
Divulgação
Theo aprendeu a tocar violão aos dez anos, com o incentivo da mãe, a atriz Giulia Gam, mas, no EP Pra sonhar, aparece somente como cantor e compositor das três músicas.
Na disposição do disco, a terceira faixa se chama Pra chorar e está ambientada no mesmo clima zen das duas músicas anteriores.
Contudo, o EP Pra sonhar se desvia do formato voz-e-violão. Há banda arregimentada para o disco e formada pelos músicos Danilo Aguiar (saxofones, clarinete e flauta), Fábio Diamante (baixo) e Pedro Salek (bateria), além de Calvin Sucena no já mencionado violão e também na guitarra.
Com essa turma, Theo Bial experimenta outras bossas além do som juvenil de Theozin para começar a delinear a própria assinatura artística no universo pop brasileiro.