Terceira morte por leishmaniose visceral preocupa Araçatuba

O mosquito-palha é o transmissor da leishmaniose visceral

O mosquito-palha é o transmissor da leishmaniose visceral
Wikimedia Commons

A prefeitura de Araçatuba, no interior de São Paulo, confirmou nesta quarta-feira (3), a terceira morte por leishmaniose visceral no município. A vítima, um homem de 49 anos, morava no bairro Hilda Mandarino, na zona leste da cidade. A Secretaria da Saúde, por meio do Centro de Zoonoses, está fazendo bloqueios na região para evitar novos casos e controlar a população do mosquito-palha, que transmite a doença.

O número de mortes neste ano na cidade já é igual ao registrado em todo o ano passado e causa preocupação. A prefeitura abriu cinco ecopontos e está mobilizando a população para recolher entulhos e lixo. Também está sendo realizada a vacinação de animais, principalmente na zona leste, onde todos os casos foram registrados.

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Os cães estão sendo vacinados contra a leishmaniose visceral canina. Também é feita a análise do sangue desses animais e aqueles já infectados são recolhidos pela Zoonoses. Os cães infectados funcionam como depositários dos protozoários causadores da doença.

Em todo o Estado de São Paulo, até o dia 10 de abril, tinham sido registrados 13 casos e duas mortes por leishmaniose visceral – as outras duas mortes aconteceram depois dessa data e ainda não tinham sido contabilizadas. Um dos óbitos aconteceu em Castilho, também na região de Araçatuba.

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Conforme a Secretaria da Saúde do Estado, as ações de combate e prevenção relacionadas às zoonoses, como a leishmaniose, competem aos municípios. Ainda segundo a pasta, a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) apoia as prefeituras em capacitações e ações. No ano passado, o Estado registrou 9 mortes por leishmaniose visceral.

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