Terapia controla comportamento explosivo, como o de Ferrugem

Ferrugem declarou que vai procurar ajuda para lidar com seu comportamento

Ferrugem declarou que vai procurar ajuda para lidar com seu comportamento
Reprodução/Instagram

O pagodeiro Ferrugem, 30, se envolveu em polêmicas nessa semana ao ter abandonado um show e pisado propositalmente na mão de um dos espectadores da plateia. Ao comentar sobre o ocorrido, o cantor afirmou que tem um comportamento explosivo e que buscaria terapia.

“O comportamento explosivo é primário e vem de aspectos da personalidade, que é constituída com as vivências dessa pessoa. Esse tipo de conduta muitas vezes acontece porque a pessoa chega em um limite emocional. Ela não consegue falar sobre o assunto e vai engolindo, não consegue lidar com determinadas situações e chega em um ponto em que não controla mais. Dessa forma, a pessoa explosiva, ao ter alguém que a irrite, acaba soltando todos os conteúdos para quem não necessariamente foi a culpada por determinada situação”, explica o psicólogo Caio Viana, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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De acordo com o psicólogo, o comportamento explosivo está ligado à impulsividade porque é um modo de a pessoa resolver a raiva que ela está sentindo naquele momento, seja com ofensas ou agressões. Viana afirma que o comportamento explosivo está atrelado a como a pessoa enfrenta os problemas cotidianos.

Segundo Viana, a explosividade pode estar ligada a transtornos de personalidade, como o Borderline, devido à impulsividade dos atos, a Síndrome de Burnout, quando a pessoa sofre grande estresse no trabalho, jogando os problemas nas costas dos outros, e até mesmo ao início de uma depressão, quando a pessoa não consegue canalizar os sentimentos para outras questões.

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“Nem sempre esse tipo de comportamento está ligada a algum transtorno psiquiátrico. Pode ocorrer de a pessoa chegar a um ponto de estresse intenso e acaba explodindo ou ser realmente algo da pessoa, de ter uma personalidade de pavio curto”, afirma Viana.

O psicólogo afirma que, para lidar com esse comportamento, a terapia seria uma ótima opção, pois o psicólogo ajudaria a entender as raízes do hábito e como agir perante ele, ajudando o paciente a se perceber e ter comportamentos melhores adaptados às situações diárias. 

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Viana afirma que para lidar com as explosões, o paciente deve buscar fazer uma atividade física, desde ioga até uma academia, para ter um lugar para extravasar, ter um tempo para o lazer, praticar atividades prazerosas, como pintura ou escrita e ter alguém para desabafar.

“Ele teve a atitude certa ao reconhecer o erro e que precisa de ajuda. Admitir que precisa de ajuda profissional é o primeiro passo para ter uma vida melhor”, finaliza o psicólogo.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Tatiana Chiari

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