Taxa Selic cai mais uma vez, por que isso está acontecendo?

Imagem: Pixabay

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Programa Inova 360

 Por Francis Wagner

No último dia 30 de outubro tivemos mais uma reunião do COPOM, órgão do Banco Central (Comitê de Política Monetária), formado pelo presidente do BACEN e diretores, que definem, a cada 45 dias, a taxa básica de juros da economia que é a Selic.

O resultado dessa reunião foi uma queda da taxa Selic de 5,5% (decidida em 18 de setembro) para 5%. Essa taxa ficará válida até a próxima reunião do COPOM que acontecerá nos dias 10 e 11 de dezembro. Acesse o histórico da taxa Selic clicando aqui.

 Como eles fazem?

Você pode se perguntar, mas por que o COPOM insiste em deixar a Selic em queda? É levado em consideração todas as perspectivas que temos sobre a economia brasileira e mundial, assim como o comportamento do mercado e as decisões do Copom são tomadas visando com que a inflação medida pelo IPCA fique dentro da meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Quando a taxa Selic é definida, o Banco Central compra e vende títulos públicos todos os dias de operações com o intuito de manter a taxa próximo ao valor definido na reunião, isso se chama Open Market, uma política econômica monetária.

A taxa Selic é usada principalmente para controle da inflação que é a alta geral nos preços do mercado. Quando o Copom decide baixar a Selic é para atingir diretamente a inflação. Quanto maior o consumo (ocasionado pela baixa na taxa) maior será a inflação e isso porque quanto mais pessoas consomem, a tendência é de que o preço dos bens e serviços suba, conforme a lei de oferta x demanda.

Efeitos ligados diretamente a você

Quando a busca por produtos se torna maior, a oferta precisa se adequar e como é mais demorado para aumentar a produção, uma alternativa é justamente aumentar os preços e assim diminuir a procura por parte dos consumidores.

A inflação está relacionada ao desemprego, conforme estudo demonstrado na “Curva de Phillips”, quando a inflação aumenta, o desemprego tende a baixar e vice-versa. Este estudo mostra um nível de correlação negativa, quando um sobe o outro tende a cair.

Muitas pessoas trabalhando resultam em um aumento da demanda que reflete na inflação que acaba reduzindo o consumo das famílias que são sensíveis aos preços. Essa sensibilidade é chamada de elasticidade do preço da demanda, sempre que a elasticidade for positiva, significa que as pessoas são afetadas pelo aumento ou diminuição dos preços. Por exemplo, se estão acostumadas a comprar um sorvete por quatro reais e do nada o mesmo sorvete passa a custar vinte, muitos vão deixar de comprar.

Mas até quando?

A nossa taxa básica de juros não vai continuar caindo para sempre, é tudo uma questão de tempo e de inversão do ciclo econômico. A economia é como uma roda que fica girando constantemente e que se autorregula, ora sendo prejudicial aos rentistas, ora sendo benéfica.

Já vimos que, quando temos uma queda da taxa de juros, o nível de consumo é atingido positivamente, repercutindo diretamente no faturamento das empresas, principalmente nas que são varejistas. Do ponto de vista das ações, quanto maior o faturamento e consequentemente o lucro, mais dividendos serão distribuídos aos investidores.

Exatamente nessa linha de raciocínio que temos que quando a taxa básica de juros está baixa, estimulando o consumo, mais as empresas tendem a lucrar e atingir positivamente os acionistas. A renda variável então se torna uma alternativa mais atrativa que a renda fixa.

Em quais ativos investir?

As ações são um excelente caminho para quem busca por aproveitar esta tendência de alta no mercado de capitais, já que as empresas entram neste ciclo virtuoso de crescimento oferecendo dividendos atrativos. Se você quer saber como lucrar com ações escolhendo a dedo clique aqui.

Outra modalidade de investimentos que ganha cada vez mais mercado são os Fundos Imobiliários.  O custo para aplicar em Fundos Imobiliários é extremamente baixo, uma vez que não te cobram imposto de renda e, não para por aí! A grande vantagem está em lucrar e ver cada vez mais dinheiro caindo na sua conta da corretora e o dividend yield pago fica em torno de 0,6% a 1% ao mês. Para aproveitar esta oportunidade é só clicar aqui.

É válido lembrar que, mesmo neste cenário, devemos sempre ter a nossa reserva de emergência em ativos com segurança e liquidez diária e é possível fazer isto sem abrir mão de uma boa rentabilidade que trará muito mais retorno do que a poupança. Para fazer o seu dinheiro render de maneira segura, existem as LCs oferecendo taxas acima de 100% do CDI. Você pode abrir conta e investir diretamente pelo App clicando aqui.

Francis Wagner é CEO do App Renda Fixa