Taís Araújo e Lázaro Ramos falam sobre experiência em gravar série longe de equipe: difícil e prazeroso


Casal protagoniza um dos episódios da série ‘Amor e Sorte’, que estreia em setembro na Globo. Em “Amor e Sorte”, Tais Araujo e Lazaro Ramos são Tabata e Cadu
Divulgação/Globo
Taís Araújo e Lázaro Ramos receberam câmera, equipamento de som, de luz, figurinos, materiais de arte e tudo o que é necessário em um set de filmagem. Mas eles mesmos tiveram que montar tudo com a ajuda de um direcionamento virtual para as filmagens. Tudo isso era para a gravação da série “Amor e Sorte”.
“A gente trabalhou duríssimo para colocar esse episódio na rua. O Lázaro tem muito mais knowhow do que eu tecnicamente, já dirigiu um filme, entende de lente e de coisas que eu não entendo. Tive que me esforçar para fazer e conseguir fazer”, afirmou Taís em entrevista por videoconferência para a jornalistas.
“Até montagem de microfone a gente fez. A equipe estava remota, nos ajudando muitíssimo, mas não estavam aqui. Eles nos ajudavam, mas dependiam muito do nosso empenho. Então, era empenho dos dois lados, da equipe e nosso. Foi muito bonito de ver esse trabalho colaborativo.”
Lázaro, que está na direção do filme “Medida Provisória” (em fase de produção), destacou o aprendizado nesse projeto.
“Foi difícil porque é uma demanda muito diferente de quando trabalhamos com a equipe próxima. E, mesmo eu tendo experiência como diretor, tendo estudado um pouco para exercer minha profissão, tudo era muito diferente”, analisou.
“Os equipamentos que chegaram, a maneira de se relacionar e conversar com os técnicos, com o diretor de fotografia à distância, a gente teve que criar nosso próprio vocabulário para esse momento. Mas, ao mesmo tempo, foi tudo muito prazeroso. Porque nesse momento em que está difícil exercer a nossa profissão, porque é uma profissão que necessita muito de proximidade, poder estar em cena, decorar o texto, atuar… com um texto da qualidade do Alexandre Machado, trouxe alegria junto. Valeu muito a pena”.
Prevista para estrear em setembro, na Globo, “Amor e Sorte”, vai retratar um pouco dos relacionamentos durante o período de isolamento social.
Em um dos quatro episódios da série, Taís e Lázaro formam o casal Tabata e Cadu. Confinados, eles chegam a uma grande discussão matrimonial turbinada pelos nervos à flor da pele após divergirem sobre uma questão ideológica.
O episódio é assinado por Alexandre Machado e traz uma homenagem a Fernanda Young.
“Eu adorei! Foi um desafio animador, em meio a esses momentos tão difíceis. A dramaturgia serve para isso: fazermos uma reflexão sobre o que passamos, para que o trauma possa ser curado. Além disso, há muito tempo esperava uma oportunidade de escrever algo para o Lázaro e a Taís fazerem juntos”, afirmou Alexandre.