Suprema Corte dos EUA recusa recurso de processo de plágio e dá vitória definitiva a Led Zeppelin


Decisão da mais alta corte do país põe fim definitivo a processo em relação aos direitos autorais de ‘Stairway to heaves’, que vinha sendo seguido de perto pela indústria da música. John Paul Jones, Robert Plant e Jimmy Page durante lançamento do filme ‘Celebration day’, em 2016
Miles Willis/Invision/AP
A Suprema Corte americana recusou-se a aceitar nesta segunda-feira (5) um processo sobre direitos autorais do clássico “Stairway to Heaven” do Led Zeppelin, encerrando uma disputa legal de longa data sobre a música.
Um tribunal decidiu em março de 2020 que os roqueiros britânicos não roubaram o riff de abertura da canção “Taurus”, escrita por Randy Wolfe, membro de uma banda de Los Angeles chamada Spirit, que apelou em outras instâncias.
Wolfe morreu afogado em 1997, antes de iniciar qualquer procedimento legal.
A decisão da mais alta corte põe um fim definitivo a este processo que vinha sendo seguido de perto pela indústria da música.
Inicialmente, o Led Zeppelin ganhou o caso em 2016, quando um tribunal não encontrou provas de que o clássico de 1971 infringia os direitos autorais de “Taurus”.
No entanto, a decisão foi anulada depois de um recurso, em 2018.
Estima-se que “Stairway to Heaven” tenha arrecadado US$ 3,4 milhões durante um período de cinco anos, levado em consideração por um processo civil anterior.
Em 2016, o guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page – que foi processado junto com o vocalista Robert Plant e outro colega de banda, John Paul Jones – testemunhou que a sequência de acordes em questão “existia desde sempre”.
O gestor de patrimônio de Wolfe, Michael Skidmore, entrou com uma ação em 2015, exigindo indenização por danos e prejuízos, e uma citação de compositor para o músico.
Wolfe sempre afirmou que merecia crédito como autor de “Stairway to Heaven”, chamando a música de “um roubo”.
Especialistas convocados pelos solicitantes para o julgamento de primeira instância disseram que havia semelhanças substanciais entre as partes principais das duas canções.
No entanto, testemunhas de defesa afirmaram que o padrão de acordes usado na melancólica introdução da guitarra de “Stairway to Heaven” era tão comum que não se aplicava direitos autorais ao trecho.