‘Streets of Rage 4’ recria diversão de clássicos dos anos 1990, mas com pouca novidade; G1 jogou


Game traz de volta série símbolo do gênero de briga de rua com belo visual moderno. Jogo chega a compitadores, Switch, PlayStation 4 e Xbox One. Depois de mais de 15 anos sem um novo capítulo, “Streets of Rage 4” trouxe de volta a série símbolo do gênero de briga de rua a computadores, Switch, PlayStation 4 e Xbox One nesta quinta-feira (30).
Com atualização do visual da franquia, que torna o game o mais bonito da série, o jogo explora a nostalgia e recria com habilidade o clima e a diversão de seus antecessores, mas perde a chance de ir além.
Isso não é bem um problema. Afinal, quem cresceu jogando video game nos anos 1990 em algum momento cruzou com pelo menos um dos “Streets of Rage” originais. E o quarto game consegue fazer qualquer um se sentir de volta ao fliperama ou ao Mega Drive.
‘Streets of rage 4’ é anunciado em trailer
Reunindo a turma
A história de “Streets of Rage 4” acontece dez anos depois de seus antecessor direto, com o encontro de heróis conhecidos com caras novas.
Eles devem juntar forças para atravessar diferentes ambientes — quase sempre da esquerda para a direita — e derrotar os inimigos em seu caminho.
A narrativa funciona como um bom paralelo ao game em si, muito mais divertido de ser enfrentado na companhia de amigos. Os modos multiplayer têm capacidade para duas pessoas através da internet ou até quatro no mesmo local.
‘Streets of Rage 4’
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Alguns dos personagens jogáveis são liberados ao longo do tempo e ajudam a aprofundar a nostalgia, mas são os novatos aqueles que melhor representam a renovação do espírito da franquia.
Enquanto Cherry, filha de um dos originais, golpeia vilões com agilidade e uma guitarra, Floyd é um gigante cibernético mais lento, mas mais poderoso. Com certeza, duas adições que devem agradar aos fãs.
Briga direta
O sistema de combate continua tão simples quanto sempre foi, e qualquer um familiarizado com os anteriores não terá grandes dificuldades. É como andar de bicicleta.
‘Streets of Rage 4’
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Há golpes mais fortes que atacam uma área e consomem energia (recuperada ao golpear os adversários em pouco tempo) e um especial que acerta grande parte dos inimigos, além da possibilidade de pular e de correr.
Mesmo assim, o botão mais acionado ainda é o de ataque, que constrói prazerosos combos, melhor aproveitado em múltiplos capangas ao mesmo tempo.
Os vilões apresentam pequenas variações, mas ainda são comuns o suficiente para manter a lógica ao longo de todo o game. O jogador pode tomar alguns golpes no começo, mas depois dos primeiros não deve ter grandes problemas para evitá-los.
‘Streets of Rage 4’
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Falta algo
Tudo isso, somada à ótima trilha sonora, é mais do que suficiente para deixar os fãs com mais de 25 anos felizes. Resta saber se vai conseguir conquistar muitos novos seguidores, acostumados a um pouco mais de complexidade.
Há algumas poucas novidades, como um modo batalha que coloca um jogador para lutar diretamente contra outro, mas que não parecem tão inspiradas. Às vezes seria melhor dedicar o tempo de desenvolvimento para aprofundar algum outro aspecto do modo história.
O combate, por exemplo, por mais satisfatório que seja, pode ficar um tanto repetitivo depois da milésima pressionada do botão de ataque.