Startup de entregas Glovo anuncia que vai deixar o Brasil

Empresa informou que o mercado brasileiro é extremamente competitivo e que vai focar seus recursos em outros mercados. A startup espanhola de entregas de encomendas Glovo informou que vai deixar o Brasil no dia 3 de março, após 12 meses no país. A empresa concorre com empresas como Rappi e James Delivery, que foi comprada em dezembro pelo grupo GPA.
Em nota, a Glovo informou ter percebido que o Brasil é um mercado extremamente competitivo e que, para obter o sucesso planejado originalmente, precisaria de mais investimento e tempo para penetrar, liderar e alcançar rentabilidade.
“Esta é a razão pela qual decidimos nos concentrar nos outros mercados da América Latina, onde há demanda no crescimento dos serviços da Glovo e podemos colher melhores resultados para os nossos parceiros, entregadores e companhia”, informou.
Segundo a empresa, o objetivo é concentrar recursos em outros nichos da América Latina, Europa, Oriente Médio e África, onde a empresa está alcançando uma participação de mercado significativa e gerando valor.
A Glovo informou que vai honrar todos os compromissos com usuários, parceiros e entregadores em sua saída programada.
Saída após 1 ano
A startup iniciou as atividades em janeiro de 2015 na Espanha e chegou ao mercado brasileiro em fevereiro do ano passado, como parte dos esforços para ampliar sua atuação na América Latina, onde ingressou após uma captação de 30 milhões de euros em setembro de 2017.
No Brasil, a Glovo empregava 140 funcionários em janeiro, segundo a Reuters. Na América Latina, a startup atua também no Peru, Argentina, Uruguai, Chile, Equador, Costa Rica, Panamá e Guatemala. Ao todo, são 21 países, incluindo os negócios na Europa, África e Oriente Médio.
Em janeiro, o diretor-geral da startup, Bruno Raposo havia dito à Reuters que pretendia dobrar sua presença no Brasil este ano, tornando o país como seu principal mercado em número de pedidos ao ampliar sua base de 21 para 50 cidades.