SpaceX, de Elon Musk, deverá ultrapassar mais uma fronteira do turismo espacial nesta quarta


Empresa vai levar bilionário Jared Isaacman e mais três civis para voo orbital. Decolagem está prevista para as 21h e serão 3 dias de missão. Veja como esta empreitada se difere das viagens de Bezos e Branson. Lançamento de um foguete Falcon 9 da SpaceX em 30 de maio de 2020 no Kennedy Space Center
Divulgação/SpaceX
O turismo espacial irá ultrapassar uma nova fronteira nesta quarta-feira (15), quando um foguete da SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, levará outro “ricaço”, o empresário Jared Isaacman, e mais três civis para a órbita da Terra, onde ficarão cerca de 3 dias dando voltas ao redor do globo.
A decolagem está prevista para as 21h, e o G1 vai transmitir.
A missão Inspiration4 da SpaceX é diferente das que fizeram os “rivais” de Musk, Jeff Bezos e Richard Branson – outros dois bilionários que decidiram investir neste ramo. Os voos deles foram do tipo suborbital e duraram menos de 1 hora. O da Space X será orbital.
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Reveja o voo de Jeff Bezos
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Outra diferença é que Bezos e Branson estavam a bordo, mas Musk não será tripulante de sua nave. Além das 4 pessoas a bordo, a cápsula carregará itens curiosos que depois serão vendidos em um leilão beneficente, como uma versão inédita da música “Time in disguise”, do King of Leons.
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Kayan Albertin e Sávio Ladeira/G1
SpaceX vs Bezos vs Branson
Da dir para a esq: Jeff Bezos, Richard Branson e Elon Musk fizeram fortuna em outros ramos, como a indústria da música e a internet, e querem ser os primeiros a mandar turistas ao espaço
Getty Images
Sonha em ser um turista espacial? Veja o que as empresas planejam
Os bilionários estão de olho no turismo espacial. Em julho, Richard Branson, da Virgin Galactic, fez um voo de 20 minutos em uma nave que era um misto de avião com foguete, superando 80 km de altitude, o suficiente para ser considerado pioneiro no ramo.
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Dias depois, Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, ficou 10 minutos a bordo da nave da sua empresa Blue Origin, lançada por um foguete tradicional acima da linha de Kárman.
Essa linha fica a 100 km do nível do mar e que muitos consideram o limite para delimitar o início do espaço – a Nasa, por outro lado, aceita o limite de 80 km.
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O voo, sem piloto, também foi um marco no setor.
Como objetivo, todas essas empresas querem fazer crescer esse segmento, mas existem muitas diferenças técnicas entre suas naves. Veja os detalhes a seguir.
Diferenças entre as aeronaves da SpaceX, Blue Origin e Virgin Galactic
Kayan Albertin/Arte G1
Conheça detalhes da nave da Blue Origin
Elcio Horiuchi/Wagner Magalhães/Rafael Miotto/G1
Detalhes da nave da Virgin Galactic
Elcio Horiuchi/Wagner Magalhães/Rafael Miotto/G1
Quais as ambições deles?
Astronautas da SpaceX ao chegarem à Estação Espacial Internacional (ISS)
NASA via AP
As ambições de cada empresa parecem ir para rumos diferentes.
A SpaceX, de Elon Musk, já lançou quase 70 foguetes e conseguiu contratos com a Nasa, com a Força Aérea dos EUA e com a agência espacial argentina para colocar satélites em órbita e ajudar a reabastecer a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A companhia desenvolveu foguetes reutilizáveis e está de olho na oportunidade de levar suprimentos para fora do planeta – uma de suas empreitadas é a Starlink, empresa de internet via satélite, por exemplo.
Agora, com a entrada no turismo espacial, a SpaceX mira em uma experiência “diferenciada”, com voos na órbita da Terra.
Para janeiro de 2022, a empresa deve realizar o voo para a ISS de três empresários com um astronauta experiente. A missão, batizada de Ax-1, é organizada pela empresa Axiom Space, que já contratou outros três voos futuros com a empresa de Musk.
Tripulantes da nave flutuam durante voo da Blue Origin com Jeff Bezos
Blue Origin/Handout via REUTERS.
A Blue Origin, de Jeff Bezos, tem ambições mais parecidas com a da SpaceX – a companhia também criou foguetes reutilizáveis e quer se tornar fornecedora da Nasa. A intenção é que, no futuro, a empresa possa testar a possibilidade de assentamentos humanos permanentes na Lua.
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Em uma recente conquista, a empresa de Bezos foi escolhida pela Força Aérea dos EUA para desenvolver novos foguetes que possam ser usados em lançamentos militares.
E todos esses esforços acontecem em paralelo com a intenção de levar civis ao espaço, no mercado do turismo.
A Virgin Galactic, de Richard Branson, está focada em desenvolver esses tipos de “aviões espaciais” reutilizáveis para levar turistas e transportar carga em trajetos curtos pelo espaço suborbital. A empresa pretende fazer mais dois voos de teste e começar sua operação comercial em 2022.
O objetivo é realizar até 400 voos por ano por base espacial. Até o momento, cerca de 600 pessoas compraram passagens.
Voo da Virgin Galactic
Reuters
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