SFA reafirma meta de suspender vacinação contra a aftosa em 2021 em MS


Informação foi apresentada pelo superintendente federal da Agricultura no estado, Celso Martins, na entrevista ‘Papo das Seis’, do Bom Dia MS desta terça-feira (16). Superintendente federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul (SFA/MS), Celso Martins,
Fabiano Arruda/TV Morena
O superintendente federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul (SFA/MS), Celso Martins, reafirmou nesta terça-feira (16) a meta de suspender a vacinação contra a febre aftosa para os rebanhos bovinos e bubalinos no estado em 2021. A medida segue calendário nacional estipulado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), definida em 2018, para que não somente o estado, mas o país obtenha o reconhecimento da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) como área livre da doença sem vacinação.
A informação do superintendente foi apresentada na entrevista do “Papo das Seis”, do Bom Dia MS, desta terça-feira (16). “Estamos em plena atuação para que a meta seja cumprida. O que podemos dizer é que o trabalho de prevenção da aftosa em Mato Grosso do Sul tem buscado o parâmetro da suscetibilidade, com isso, temos vacinado sistematicamente. A partir de agora, começamos a fragilizar a vacina e cuidar de outros parâmetros, como a condição de receptibilidade, os riscos da entrada da doença”, explicou.
Martins ressaltou que uma das diretrizes do trabalho neste momento é o da melhoria da estrutura dos serviços oficiais e da iniciativa privada, para que se diminua o risco da entrada da doença no estado. Ele lembrou ainda que o último caso de febre aftosa foi registrado no estado em 2006 e, que após essa ocorrência, em razão dos prejuízos econômicos que causou a toda a cadeia, a conscientização do produtor sobre a importância da prevenção aumentou vertiginosamente.
“Temos índices de vacinação nas campanhas que chegam a quase 100% sistematicamente. Então, a condição de estratégia de manejo do rebanho e as estruturas de criação e produção em Mato Grosso do Sul já estão preparadas para essa nova fase. O que precisamos é aumentar muito a condição do próprio estado, seja de Mato Grosso do Sul, ou da União, de atuar rapidamente em situações de emergência e estruturar todo o serviço. Isso é a base do que temos de implementar daqui até 2021”, detalhou.
Por fim, Martins avaliou que a área de fronteira do estado com a Bolívia e o Paraguai ainda é vulnerável, mas que a realidade sanitária destes dois países é bem melhor em relação a quando ocorreu o último caso em Mato Grosso do Sul.
“Temos hoje uma realidade diferente da que tínhamos em 2006. Países como a Bolívia e o Paraguai, que tinham uma condição insatisfatória naquela época, hoje tem uma equivalência com a nossa situação. Os serviços veterinários e o trabalho de prevenção vêm avançando muito nestes países e o que pesquisas e exames sorológicos mostram é que a condição sanitária deles já se equivale a nossa. Então, esse risco [eventual entrada da aftosa no estado por esses países], esse risco é menor, no nosso entendimento atual”.
Importância da pecuária para o estado
Mato Grosso do Sul tem o quarto maior rebanho bovino do país, com 21,4 milhões de animais e o segundo maior número de abates, com cerca de 3,2 milhões de cabeças ao ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Valor Bruto de Produção (VBP) – indicador calculado com base nos volumes de produção e preços médios da pecuária, é o segundo maior do agro do estado, devendo atingir em 2019, R$ 7,882 bilhões. Um dos principais produtos da atividade, a carne bovina, desossada e congelada, foi no primeiro trimestre deste ano, o terceiro no ranking de exportações sul-mato-grossense com receita de US$ 95,872 milhões.