Seringas e transfusão contaminam 800 pessoas com HIV no Paquistão

Seringas reutilizadas foram um dos principais motivos da transmissão da doença

Seringas reutilizadas foram um dos principais motivos da transmissão da doença
Pixabay

Os reusos de seringas contaminadas e a realização de transfusões de sangue sem segurança são os principais motivos para o registro de 800 casos de HIV em um povoado do Paquistão, segundo revelou nesta terça-feira (18) a ONU.

As informações foram divulgadas em comunicado e antecipam os resultados de um relatório preliminar da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Leia também: “Vírus HIV pode ser controlado, discriminação, não”, diz soropositivo

“A causa principal é o repetido uso de agulhas e seringas contaminadas, e transfusões de sangue não-seguras”, aponta o texto.

No fim de abril, foi detectado um aumento das infecções de HIV na cidade de Ratodero, na província de Sindh, localizada ao sul do território paquistanês. Foram 800 exames positivos entre pouco mais de 26 mil pessoas testadas, a maioria, menores de cinco anos.

Por causa disso, uma equipe formada por dez membros da OMS chegou ao país no fim do mês passado, para investigar as causas das infecções registradas.

De acordo com as informações divulgadas pela ONU, as contaminações revelam que há falta de conhecimento sobre a transmissão e a prevenção do vírus.

Dos 800 infectados, apenas 396 recebem o tratamento antirretroviral, devido a insuficiência da reserva do medicamento, apontam dados do Programa das Nações Unidas para a Luta contra a Aids (UNAIDS).

Saiba mais: Pesquisadores brasileiros mostram tratamento que elimina o HIV

Além disso, o estoque só cobrirá estas pessoas até meados de julho deste ano.

Com população de 207 milhões de pessoas, o Paquistão tem cerca de 150 mil infectados pelo HIV, sendo que 3,5 mil casos são de menores de 14 anos de idade, segundo dados divulgados pela ONU em 2017.

Brasil tem o maior número de casos de HTLV do mundo, o primo do HIV: