Senado cria comissão para acompanhar andamento da reforma da Previdência na Câmara

Comissão do Senado será formada por nove senadores titulares e nove suplentes. PEC vai começar a tramitar pela Câmara dos Deputados. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), criou nesta quinta-feira (14) a comissão da Casa destinada a acompanhar o andamento da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.
A comissão será composta por nove senadores titulares e outros nove suplentes. O colegiado será presidido pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) e a relatoria ficará a cargo de Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Além de Otto e Tasso, a comissão terá como integrantes titulares os senadores: Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Cid Gomes (PDT-CE), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), Jaques Wagner (PT-BA), Rodrigo Pacheco (DEM-GO) e Elmano Férrer (Pode-PI).
O objetivo da comissão é acompanhar a discussão da reforma antes de o texto chegar ao Senado, caso seja aprovada pela Câmara.
Nesta quarta (12), foi instalada a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, por onde a reforma vai começar a tramitar.
Caberá à CCJ analisar se a reforma proposta do governo Jair Bolsonaro está de acordo com a Constituição.
Se for aprovada pela CCJ, a reforma seguirá para uma comissão especial onde o mérito da proposta será analisado. Só depois de passar por esse colegiado, o texto poderá ser votado no plenário da Câmara.
‘Camuflagem’
Em entrevista a jornalistas nesta quinta, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) criticou a criação da comissão destinada a acompanhar o andamento da reforma da Previdência.
Para a parlamentar do Tocantins, o colegiado é uma “peça de teatro”, que tem o objetivo de “apressar” a análise da reforma quando o texto chegar ao Senado.
“Estão arrumando já um discurso, uma camuflagem para apressar a votação no Senado”, afirmou Kátia Abreu.
Ela também comentou a escolha de Tasso Jereissati para ser o relator da comissão.
“É um senador competente, é uma pessoa séria e muito rica. É um privilegiado, graças a Deus, e eu aplaudo o sucesso econômico dele. Agora, nós não podemos ter um relator que não tem dimensão humana. O relator precisa ter essa dimensão. Então, não dá para aprovar uma reforma da Previdência porque o mercado da Avenida Paulista quer”, declarou.
A senadora declarou que a reforma da Previdência é necessária, mas que o texto enviado pelo governo precisa de ajustes. “A reforma do jeito que está não tem 100 votos na Câmara. No Senado, pode ter uns 10”, disse.
Na avaliação de Kátia, a reforma – que será modificada pelo Congresso – tem condições e precisa ser aprovada em 2019.