Semana de Moda de Paris começa com controle sanitário


Das 97 marcas que fazem parte do evento, apenas um terço optou pelo desfile presencial, entre elas Dior, Chanel, Hermès, Louis Vuitton. Desfile da Dior na Semana de Moda de Paris, temporada Primavera-Verão 2022
Christophe Archambault/AFP
A Semana de Moda de Paris teve início nesta segunda-feira (27), com o desfile do nigeriano Kenneth Ize para apresentar sua coleção primavera-verão, diante de um público com máscara e controle sanitário na entrada das apresentações.
“Este é um novo despertar para mim”, disse Ize à AFP no Palácio de Tóquio, sede desta edição do evento. Apadrinhado pela modelo Naomi Campbell, o estilista idealizou um desfile em que o verde, o fúcsia e o turquesa inspiram frescor e juventude, sob os acordes jazzísticos de um saxofonista.
Os vestidos são adornados com franjas e as roupas são feitas de um tecido listrado e multicolorido criado pelos iorubás da África Ocidental.
Ize é natural de Lagos e se formou na Faculdade de Artes Aplicadas de Viena, onde cresceu. Mas sua inspiração continua sendo o rico patrimônio têxtil de seu país, com um corte contemporâneo.
Pela primeira vez, Ize ousou em sua coleção de alta-costura, com o tradicional vestido de noiva, de corte austero e cauda longa, adornada com detalhes dourados.
Depois de Ize, desfilam a Weinsanto, de Victor Weinsanto, que retorna ao calendário parisiense, e a francesa Marine Serre, vanguardista e ecológica, com um desfile virtual.
Mais de 30 desfiles
Desfile da marca Victoria/Tomas na Semana de Moda de Paris
Thomas Samson/AFP
Das 97 marcas que fazem parte do calendário oficial desta edição, que termina no dia 5 de outubro, apenas um terço optou pelo desfile presencial. Mas ao contrário de Londres, onde a máscara esteve ausente, os fashionistas de Paris tiveram que usar as suas.
Dior, Chanel, Hermès, Louis Vuitton também optaram por desfiles presenciais, como Givenchy, que apresentará o primeiro desfile de seu novo diretor artístico, Matthew Williams.
O americano traz um toque rebelde, com correntes e cadeados, à histórica marca francesa, que é a personificação do chique aristocrático.
A Balenciaga, que vestiu na semana passada Kim Kardashian com um vestido preto integral no Met Gala em Nova York, também reunirá seus fãs para um desfile “real”.
Entre as grandes ausentes estão a Celine, liderada pelo estilista Hedi Slimane, que considera as semanas de moda obsoletas, e Stella McCartney, da gigante do luxo LVMH.
A Off-White, marca do americano Virgil Abloh, que também é responsável pelas coleções masculinas da Louis Vuitton, abandonou o calendário há várias temporadas.
Um desfile de homenagem ao israelense-americano Alber Elbaz, diretor artístico da Lanvin, que morreu de Covid em abril, encerrará o evento parisiense. Mas o espetáculo da moda não acontecerá apenas nas passarelas de Paris.
A partir de 30 de setembro, o Museu de Artes Decorativas (MAD) receberá uma exposição dedicada a Thierry Mugler, pioneiro dos desfiles.
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