Sem jejum de Dallagnol e twitter de general STF julga caso Aécio

Faltam poucos minutos para a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) dar início à sessão que poderá transformar o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) no primeiro réu tucano da Operação Lava Jato. E até onde se sabe, nenhum general ou procurador célebre da República foi ao twitter repudiar a impunidade e fazer pressão em cima da Corte.

Há poucos dias, na véspera do julgamento do ex-presidente Lula, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas e o procurador da República, Deltan Dallagnol, não titubearam em vir a público para, em nome da moralidade, exigir a condenação do petista.

Enquanto Dallagnol anunciava greve de fome, o general virava a baoineta em direção ao tribunal, exigindo via twitter que os ministros do Supremo negassem o Habeas Corpus ao ex-presidente. O resto dessa história é conhecido.

Na sessão desta terça-feira (17) caberá à Primeira Turma do STF decidir se acata a denúncia feita contra o senador tucano pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Aécio é acusado de ter cometido os crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, a partir de um pedido de propinas no valor de R$ 2 milhões feito à JBS. O dinheiro seria entregue em malas ao primo dele, Fred Pacheco. A PGR decidiu denunciá-lo após a delação do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS.

O tucano nega as acusações apesar das evidências mostradas pelos vídeos e áudios entregues à Justiça.

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