Segurança: o sistema de clausura do seu condomínio está funcionado bem?

Imagem: Pixabay

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Programa Inova 360

Por Fernando Koda

Nosso tema de hoje é clausura para realização de triagens de pessoas e veículos, também conhecida popularmente por eclusa ou gaiola. Vejamos os significados das palavras. Clausura é o lugar que se encontra constantemente fechado e triagem é separação, por exemplo, a triagem médica é o processo através do qual os pacientes são separados por ordem, de acordo com a gravidade de suas condições.

Quando utilizamos essas palavras relacionadas à área de segurança, estamos falando de um ambiente fechado destinado ao atendimento, para identificação individual de pessoas e veículos, sem que haja o contato físico com vigilantes ou outros usuários, antes da devida liberação.

O ideal seria que as clausuras fossem já tratadas nos projetos das edificações prevendo a distinção do atendimento de pessoas moradoras, funcionários, visitantes e entregadores em clausuras separadas, bem como a entrada e saída de veículos.

Dois ou mais portões

A clausura é protegida por dois ou mais portões, de material resistente, que permitem que o atendimento seja iniciado sem que a pessoa atendida fique exposta na rua, porém, sem que entre nas dependências do condomínio ou empresa sem a devida liberação verbal ou escrita dos responsáveis, diminuindo o risco e contribuindo para que o controle dos acessos seja mais eficiente.

Nos casos em que a pessoa que passou pela triagem esteja mal-intencionada, disposta a causar um dano, é recomendável que a mesma permaneça isolada até a chegada do policiamento, sem que acesse o local.

Sistema automatizado de intertravamento

Observando esses pontos, é muito importante que o atendimento na clausura siga regras previamente estabelecidas de controle de acesso das quais os seguranças, sejam vigilantes ou porteiros, recebam os treinamentos específicos e todos os moradores conheçam a importância de segui-las, sem que haja exceções ou privilégios, para que o sistema não se torne falho e o risco potencializado.

É importante que este ambiente funcione em sistema automatizado de intertravamento fazendo com que os portões atuem em segurança, pois um portão somente será aberto se o outro estiver fechado, evitando assim um erro corriqueiro em que os dois portões permaneçam abertos.

Individualidade no atendimento

A individualidade no atendimento é primordial para que o risco pertinente seja devidamente tratado, portanto, a distinção dos ambientes é necessária para que possa permitir o acesso direto e irrestrito de moradores e pessoas devidamente cadastradas e autorizadas, sem que isso interfira no atendimento dos não cadastrados, preservando a segurança de todos.

Em locais em que não haja a separação dos atendimentos é importante que seja instalada no interior da clausura uma catraca individual que contribua com esse processo.

Quando nos referimos a acesso de veículos nesse processo, entendemos que veículos são conduzidos por uma só pessoa. No caso dos passageiros, estes devem acessar pela clausura de pedestres para serem submetidos à triagem, lembrando que o fator segurança não está atrelado necessariamente ao conforto, mas, sim, à tranquilidade.

Caso os passageiros sejam moradores, estes estarão cadastrados e seu acesso pedestre será facilitado e se forem hóspedes ou visitantes reconhecidos como moradores eventuais (pessoas familiares ou pertencentes ao círculo de confiança do morador) deverão ser cadastrados temporariamente para que não tenham que passar pela triagem em cada acesso.

Tecnologia e acessibilidade

Todas as clausuras devem ser protegidas por cobertura, meios de comunicação (interfone) com a guarita e equipamentos de segurança eletrônica (câmeras, biometrias, leitoras, iluminação eficiente, catracas etc.) e passa volumes.

Os acessos, de pedestres principalmente, devem prever em seus projetos as normativas e regulamentações sobre acessibilidade, conforme a legislação em vigor, permitindo que pessoas com estas características também passem pelo processo de triagem e os vigilantes ou porteiros passem por um treinamento específico para que este atendimento seja realizado da melhor forma possível sem que haja liberação indevida. É fato que algumas pessoas mal-intencionadas se utilizam desses disfarces e recursos se fazendo passar por pessoas com deficiência (física, visual ou auditiva) para acessar o condomínio e render a segurança.

Lembre-se de fiscalizar sempre para que a clausura de seu condomínio residencial ou empresarial seja utilizada de forma eficaz. Não existe uma regra geral. Seu condomínio tem DNA próprio e merece ser analisado conforme suas necessidades e a realidade local.

Fernando Koda assina a coluna “Segurança com Fernando Koda”, no Inova360, parceiro do R7. É especialista em segurança patrimonial e está à frente da Implanta Solução em Segurança.

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