Secretário dos EUA diz que presidente da Huawei mente sobre laços com governo da China


Mike Pompeo acusa a empresa chinesa de colocar em risco informações norte-americanas que circulam pelas redes. Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo
Patrick Semansky/AP
O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse nesta quinta-feira (23) que o presidente executivo da chinesa Huawei Technologies mente sobre os laços da companhia com o governo da China. Ele também afirmou acreditar que mais empresas dos Estados Unidos vão romper laços com gigante de tecnologia.
Os Estados Unidos colocaram a Huawei Technologies em uma lista de restrições comerciais na semana passada, proibindo efetivamente que empresas dos EUA façam negócios com a maior fabricante de rede de telecomunicações do mundo. A medida ampliou uma guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais.
“A companhia está profundamente ligada não só à China, mas ao Partido Comunista chinês. E essa conexão, a existência dessas ligações, coloca informações americanas que passam por essas redes em risco”, disse Pompeo em entrevista à CNBC.
Pompeo rebate gigante chinesa
Huawei
Reuters/Yves Herman
A Huawei tem negado repetidamente ser controlada pelo governo, pelas forças militares ou por serviços de inteligência da China. Pompeo rejeitou as afirmações do CEO da Huawei, Ren Zhengfei, de que sua empresa nunca compartilharia segredos de usuários.
“Isso é falso. Dizer que eles não trabalham com o governo chinês é uma declaração falsa. É uma exigência das leis chinesas que ele faça isso”, disse Pompeo.
“O CEO da Huawei, pelo menos, não está dizendo a verdade ao povo americano, nem ao mundo”, acrescentou.
Questionado sobre a crença de que mais empresas deixariam de trabalhar com a Huawei, Pompeo afirmou: “Acreditamos. Estamos trabalhando no Departamento de Estado para garantir que todos compreendam os riscos.”
Pompeo disse ainda acreditar em uma reportagem publicada pelo jornal “New York Times”, que afirma que a China utiliza tecnologia avançada de vigilância para subjugar minorias, o que inclui os muçulmanos uigures.