Secretário da Previdência diz confiar na aprovação da MP que combate fraudes no INSS


Rogério Marinho se reuniu com o líder do governo no Senado e terá mais reuniões durante a tarde. MP perde a validade nesta segunda-feira e precisa ser votada pelo plenário da Casa. O secretário especial de Previdência, Rogério Marinho
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O secretário especial da Previdência Social, Rogério Marinho, afirmou nesta segunda-feira (3) que o governo está confiante na aprovação da medida provisória que estabelece o programa de combate a fraudes no INSS.
A MP, que perde a validade nesta segunda-feira, altera regras de concessão dos benefícios, entre os quais auxílio-reclusão, pensão por morte e aposentadoria rural. Prevê, ainda, a revisão de benefícios pagos atualmente pelo INSS.
Após reunião com o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Marinho afirmou que não é preciso plano B. “Não precisa [de plano B]. Tenho certeza que o Senado vai aprovar a medida”, disse.
Ele afirmou que se reunirá com senadores na tarde desta segunda-feira para tirar qualquer dúvida sobre a MP. “Essa medida provisória é importante para o país, mas pela complexidade do tema isso certamente suscita algumas dúvidas”, disse.
Nos cálculos do governo, se aprovado, o texto da MP poderá trazer uma economia aos cofres públicos de R$ 9,8 bilhões em 12 meses. O secretário Marinho tem dito que a economia ainda vai crescer nos anos seguintes, mas sem fazer uma previsão exata do montante.
O líder do governo no Senado afirmou que espera ter pelo menos 60 senadores no plenário por volta de 17h30 para a votação. “Estamos confiantes sim de que teremos quórum. Esperamos ter, por volta de 17h, 17h30, 60 senadores no plenário do Senado”, disse.
O senador disse que passou o fim de semana falando com líderes e que o retorno foi positivo, por isso confia na aprovação da MP.
Reforma da Previdência
Sobre a reforma da Previdência, Marinho afirmou que o governo vai continuar defendendo a inclusão de estados e municípios no texto, mas que o relator da proposta, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), tem autonomia para apresentar o relatório que ele achar mais adequado.
“O governo defende a inclusão por entender que o problema não é só do governo federal, mas também de estados e municípios. Mas vamos aguardar a decisão do relator”, disse.
Em entrevista à rádio CBN na manhã desta segunda-feira (3), o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que os governadores deveriam vir à Brasília nesta semana e pressionar os deputados para que os estados não sejam excluídos da reforma da Previdência.
“Eu acho assim: qualquer governador deveria estar nesta semana em Brasília pressionando, conversando, dialogando, mostrando a importância deles ficarem na reforma da Previdência. Isso vale pera qualquer governador do Brasil, seja do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte, ou do Nordeste”, declarou Mansueto.