Sargento da PM preso pela morte de servidor público tem soltura negada no AP


Tribunal de Justiça negou habeas corpus ao policial militar, acusado de assassinar Gerson Martins, de 45 anos. Crime em novembro de 2016 teria sido motivado por ciúmes da ex-esposa. Militar no dia em que se entregou à polícia, em novembro de 2016
John Pacheco/G1
Em sessão da Câmara Única, o Tribunal de Justiça do Amapá negou soltura do sargento da Polícia Militar (PM) acusado de matar com um tiro, em 27 de novembro de 2016 em Macapá, o servidor público Gerson Martins, de 45 anos. O crime teria sido motivado por ciúmes, porquê o réu teria abordado a ex-esposa junto com a vítima após um culto.
O habeas corpus foi negado na quinta-feira (22) pelo relator do pedido, o desembargador Rommel Araújo. Os demais magistrados acompanharam por unanimidade. Com isso, o militar segue preso no Centro de Custódia do bairro Zerão, na Zona Sul da capital, até o julgamento do caso marcado para maio.
O relator especifica que negou a soltura do militar em função de outros processos a que ele responde, entre eles casos de violência. Além disso, detalhou que as ameaças contra a esposa aconteciam mesmo com os dois separados há quase cinco anos. O mesmo habeas corpus já havia sido negado de forma liminar em dezembro.
Crime
Segundo a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), o sargento teria abordado o carro onde estava a ex-esposa e Gerson. Em seguida, disparou contra o peito do servidor. Ele ainda teria tentato matar a ex-companheira, mas fugiu com a chegada de populares ao local.
Ele permaneceu foragido por dois dias até que se entregou e foi levado para o Centro de Custódia, onde ficam presos políticos ou servidores públicos. Na época, o advogado do policial informou que ele reagiu para se defender, alegando que o servidor “simulou que sacaria uma arma”.
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