Sargento da PM morto por ladrões na BR-050 é enterrado em Uberaba


Gilmar de Oliveira tinha 51 anos e foi morto quando voltava de Barretos (SP), onde fazia um tratamento de saúde. Policiais prestaram homenagens no Cemitério São João Batista
Sérgio Teixeira/Assessoria da Polícia Militar
Foi enterrado em Uberaba, na manhã desta quinta-feira (22), o corpo do sargento reformado da Polícia Militar (PM), Gilmar de Oliveira, morto por ladrões na BR-050, na madrugada de quarta-feira (21).
O enterro ocorreu no Cemitério São João Batista. O caixão foi levado em veículo do Corpo de Bombeiros. Familiares, amigos, policiais da 5ª Região da Polícia Militar (RPM) e representantes das demais forças de segurança da cidade estiveram no cemitério.
Morte do sargento
O sargento Gilmar morreu após ser baleado por assaltantes durante troca de tiros na BR-050, na madrugada de quarta. Ele estava voltando de Barretos (SP), onde fazia um tratamento para curar um câncer.
O sargento e um colega, que também é policial, seguiam de carro pela rodovia quando, por volta das 2h, no km 183, próximo ao Jardim Alvorada, os pneus do veículo furaram por causa de objetos cortantes na pista.
Ao descerem do carro no acostamento e ligarem para pedir ajuda, os militares foram surpreendidos por dois ladrões que saíram de um matagal às margens da pista e anunciaram o assalto.
Em seguida houve troca de tiros e o sargento foi atingido com um tiro na cabeça. O cabo não se feriu. Os criminosos fugiram rapidamente, levando uma arma do sargento.
Enterro do sargento Gilmar de Oliveira ocorreu em Uberaba
Sérgio Teixeira/Assessoria da Polícia Militar
Suspeitos de envolvimento no crime
Na noite desta quarta-feira, dois suspeitos de envolvimento na morte do sargento morreram após trocarem tiros com militares em uma propriedade rural em Água Comprida. Eles foram identificados como um homem, de 46 anos, e um jovem, de 29. A dupla chegou a ser socorrida com vida até um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. No rancho, os policiais encontraram um revólver calibre 32 e uma pistola calibre 40, que era do sargento.
Luta contra o câncer
Em 2016, o MGTV exibiu uma reportagem contando que uma campanha foi criada nas redes sociais para ajudar no tratamento do sargento Gilmar, que tinha Mieloma múltiplo, um tipo de câncer de medula. A doença foi descoberta em 2012, num estágio avançado.
“Ele era um lutador, tanto na vida operacional como também na sua vida particular, e também um vitorioso”, ressaltou o comandante da 5ª Região da Polícia Militar (5ª RPM), coronel Lupércio Peres, em entrevista ao MGTV desta quarta-feira.

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