Sarampo atinge nível recorde nos EUA desde erradicação da doença

Até o momento, 2014 era o pior ano em casos de sarampo nos EUA

Até o momento, 2014 era o pior ano em casos de sarampo nos EUA
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Os Estados Unidos confirmaram neste ano 695 casos de sarampo, um número recorde desde que o país declarou que a doença havia sido erradicada no ano 2000, segundo as autoridades federais.

Até agora, 2014 era o pior ano para o sarampo neste século, com 667 casos, mas 2019 já superou este número antes mesmo do fim de abril.

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Após os últimos contágios confirmados nesta semana em Nova York, a última apuração total no país chegava a 695 casos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

O órgão, que oferece números completos todas as segundas-feiras, tinha informado no começo desta semana que um total de 626 casos tinham sido registrados no país.

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No total, há casos em 22 estados, mas a maioria deles está concentrada em três focos: dois no estado de Nova York e outro no estado de Washington.

No caso de Nova York, os dois focos se concentram em comunidades judaicas ultraortodoxas, um no distrito do Brooklyn e outro no condado de Rockland, nos arredores da cidade.

Segundo os CDC, esses dois focos figuram entre os maiores e mais duráveis desde o ano 2000 e, quanto mais eles durarem, cresce o risco de o sarampo voltar a ter presença permanente nos Estados Unidos.

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Especialistas afirmam que a doença chegou a Nova York através de pessoas que se infectaram em viagens para Israel, onde o sarampo vem avançando desde o ano passado nas comunidades ortodoxas.

As autoridades de saúde insistem na necessidade de vacinar todas as crianças contra a doença e denunciam o papel da desinformação sobre os supostos riscos das vacinas no surto em Nova York.

“Algumas organizações estão se dirigindo deliberadamente para essas comunidades com informações falsas e enganosas sobre as vacinas”, assinalaram os CDC em comunicado.

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Entre as comunidades ultraortodoxas do Brooklyn existe um debate entre os que defendem as imunizações e os que as rejeitam, em alguns casos com base em uma publicação antivacina segundo a qual estas contêm “DNA de macaco, rato e porco”, são fabricadas com células de fetos humanos abortados e causam autismo.

Por outro lado, os rabinos convocaram toda a população a se vacinar e insistem que não há nenhuma questão religiosa que se oponha às imunizações.

A situação levou a prefeitura de Nova York a declarar neste mês uma “emergência pública de saúde” pelo surto presente em parte do bairro de Williamsburg, a região do Brooklyn onde se concentram as comunidades judaicas ultraortodoxas.

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Como parte de tal medida extraordinária, os moradores que não foram vacinados contra a doença nessa área têm que ser imunizados para “proteger o restante da comunidade e ajudar a reduzir a epidemia”.

As injeções são obrigatórias e membros do Departamento de Saúde e Saúde Mental revisam os cartões de vacinação de qualquer indivíduo que tenha estado em contato com pacientes infectados e, caso a pessoa não esteja imunizada, pode ser multada em até US$ 1.000.

Há uma semana, um juiz rejeitou uma demanda apresentada por um grupo de pais contra essa ordem.

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No condado de Rockland, por sua vez, as autoridades proibiram que qualquer pessoa infectada, ou que foi exposta à doença, frequente espaços públicos por um período de até 21 dias.

Além disso, as autoridades decretaram que as crianças não vacinadas não poderão frequentar a escola a menos que contem com algum tipo de isenção de caráter médico ou religioso.

Cinco motivos que estão levando à volta do sarampo e da poliomelite: